As pistas duplicadas da ligação entre a entrada urbana da rodovia Bauru-Marília com o trevo que interliga as avenidas Nações Unidas e Moussa Tobias, chamadas de Avenida Nações Unidas Norte, serão entregues pela empreiteira responsável à Prefeitura de Bauru nesta sexta-feira, o que preocupa a administração municipal quanto à segurança.
O comunicado já foi feito à Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) pela Construtora Brasileira e Mineradora Ltda (CBEMI). Com isso, caberá ao setor responsável pelo trânsito atuar na regularização do uso das pistas.
Mas o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) está receoso de que a ausência de obras complementares e serviços de sinalização gerem problemas aos usuários. Outro problema é que, embora cravado no perímetro urbano interligando uma entrada da cidade a uma avenida, o projeto executado é o de uma rodovia.
A avenida será entregue totalmente na escuridão e o projeto modificado pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER) assume características de extensão de uma rodovia no perímetro urbano. A longa pista íngreme e a ausência de obstáculos, nos dois lado, além da falta de sinalização complementar de solo e de outros dispositivos verticais vão colaborar no convite à prática de dirigir em alta velocidade.
"A construtora (CBEMI) informou por ofício à Emdurb que vai deixar o canteiro de obras e falta terminar uma série de itens, mesmo que alguns sendo complementares. Tem bocas de lobo a instalar, áreas de proteção em concreto, ajustes em setores com erosão, tem de gramar alguns canteiros, faltam complementos de escoamento de águas pluviais nas margens em direção a alguns bairros e tem também de deixar o lago na parte central com uma lâmina d´água. Mas a empreiteira já disse que vai entregar e passar desse jeito para a prefeitura é problemático", conta Agostinho.
O Executivo discute com a Emdurb o que fazer em relação ao trânsito, tendo de decidir ainda hoje se este será ou não liberado. No canteiro de obras, ontem à tarde, funcionários da empresa contratada confirmaram que as pistas duplicadas serão entregues amanhã e, a partir de então, a responsabilidade pelo trânsito é do município.
Apesar disso, funcionários indicaram que vão permanecer realizando pequenos complementos de serviços no local até o próximo dia 30. Na escuridão e com serviços a fazer, a área duplicada será um imenso corredor perigoso com extensão de 3,5 quilômetros, inclusive com marginais. O investimento para a construção das pistas foi de mais de R$ 47 milhões, verba do governo estadual.
Serviços por fazer
O canteiro de obras continua com funcionários trabalhando. Ontem à tarde, em um trajeto realizado a partir da rotatória com a Avenida Moussa Tobias, subindo pela Nações Norte, havia bocas de lobo a instalar, outras por acabar, muro de arrimo por terminar, canaletas para água pluvial e grades de bocas de lobo a serem colocadas.
Ainda são necessários ajustes em pontos esparsos do piso, ao longo do trajeto, gramar trechos do canteiro central e entre as pistas principais e marginais, remover terra acumulada em vários pontos, sinalização de solo tanto na pista quanto na ciclovia e outras intervenções de menor porte.
A marginal da direita, para quem sobe a Nações Norte em direção à rodovia Bauru-Marília, a ciclovia assume área de calçada, com sinalização ainda por fazer, como na altura da Rua José Baro. Deste lado, as esquinas para as transversais à marginal também aguardam complemento do passeio público.
Ainda há boca de lobo por fazer e uma instalação prejudicada, assim como estragos do que já foi realizado no outro lado, logo no início da descida em direção à rotatória da Avenida Moussa Tobias. Também faltam obras complementares na saída para a Nações Norte pela rua Doutor Octávio Buchelli, no trecho que faz ligação da pista com a Vila Bom Jesus. O escritório da empresa, com identificação em São Paulo, conforme o site da CBEMI, não atendeu a contatos ontem.