Esportes

Polo aquático: Brasil busca profissionalismo de olho nas

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 3 min

A profissionalização do polo aquático é o caminho para o Brasil conseguir "economizar braçadas" na distância que separa o País das potências da modalidade hoje. Isso é consenso entre dirigentes, técnicos e atletas. Em busca de ascender, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) trouxe o técnico croata Goran Sablic, contratado em 2010 com o objetivo de melhorar a qualidade dos jogadores brasileiros, e investe na Liga Nacional. Um bom desempenho nos Jogos Olímpicos de 2016, que ocorrerão no Brasil, é o foco.

O coordenador de seleções de polo aquático da CBDA, Paulo Rogério, ressalta a importância da liga no desenvolvimento da modalidade no Brasil. "Nós estamos indo para a quarta Liga Nacional. É um projeto muito grande nosso. No ano passado, fizemos a terceira e rodamos em 12 estados. Hoje em dia, tem 12 estados praticando polo aquático. Comparado com outras modalidades, são poucos clubes. Mas a confederação investe em uma competição que rodou o Brasil todo, com hospedagem em bons hotéis, sem nenhum custo para os clubes. Isso é um tremendo investimento", considera.

Com a experiência de ter jogado dois anos na Espanha, o atleta bauruense Rudá Franco afirma que a vinda de Sablic foi decisiva para uma mudança de mentalidade do polo aquático no Brasil. "Trouxe profissionalismo, o que faltava muito no Brasil. Joguei dois anos na Espanha e o Brasil está muito atrás da Europa no polo aquático. A gente vive num sistema amador e pelo menos na Seleção a gente tem um sistema profissional, que é treinar seis horas por dia, ficar a semana inteira treinando junto. É muito importante para os jogadores e para a Seleção", aponta.

"Ele (Sablic) vem com uma mentalidade mais profissional. Ele também esbarra em alguns problemas pelo fato do polo no Brasil não ser profissional e também teve que se adaptar. Mas é interessante porque ele veio de um país que é potência no esporte e qualquer tipo de influência das potências do esporte ajuda muito a gente", acrescenta o capitão da Seleção Brasileira, Felipe Santos.

Rogério destaca que o trabalho da CBDA está completamente voltado para os Jogos Olímpicos de 2016, salientando o tempo escasso até lá. "Hoje temos um projeto muito curto, para 2016, que já está na porta, é logo agora. Todos os esforços da confederação estão voltados para 2016. A Seleção Brasileira tem o jogador mais velho que nasceu em 1984 e o mais novo que nasceu em 1994. Hoje estamos em fase de transição e acredito que vá chegar em 2016 com os mais velhos com 27, 28 anos e a média de idade de 24 anos. Temos 68 jogadores mapeados no Brasil, tanto no Rio e São Paulo quanto no Ceará, que são os lugares que nos oferecem jogadores para trabalhar para 2016. O foco está em 2016", frisa.

A Seleção Brasileira treina em Bauru com o Projeto Futuro, desenvolvido pela Associação Bauruense de Desportos Aquáticos (ABDA). Hoje, a equipe se despede dos bauruenses em cerimônia que terá troca de flâmulas, hino nacional e homenagens.

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