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É possível driblar a inflação

Reinaldo Cafeo
| Tempo de leitura: 2 min

Os números não mentem: a inflação está presente. O governo admitiu que ficará mais próxima dos 6,5% (teto) do que dos 4,5% (meta) em 2011. Os institutos que apuram o patamar da inflação ainda captam altas de preços. No seio do governo e nas análises macroeconômicas já é possível projetar queda nos próximos meses, posto que foram tomadas inúmeras decisões neste caminho, como contenção de gastos públicos, aumento dos juros, aumento de IOF, entre outros. Ocorre que a renda não acompanhará a alta de preços. Des-ta maneira é imperativo que o consumidor redobre a atenção e tente driblar a inflação.

Uma das velhas e conhecidas técnicas para diminuir o valor gasto na compra dos produtos é pesquisar. Muitos perderam este hábito, prática comum quando a inflação batia os 40% ao mês. Selecione jornais, panfletos, entre na internet, enfim, seja proativo quanto aos preços. Outra maneira de economizar é substituir marcas ou produtos. Muitos consumidores só compram produtos de uma determinada marca, sendo que o mercado oferece inúmeras opções. Se a marca preferida está fora de um preço aceitável, dê oportunidade para outra marca, mais barata. Outra opção é substituir produtos. O exemplo mais emblemático vem do consumo de carne vermelha. Os preços subiram muito e somente agora é que começam a cair. Neste caso prefira carnes brancas, como frango e peixe. Sempre haverá alternativas mais baratas à disposição do consumidor.

O consumidor deve estar atento aos produtos de safra. Com maior oferta dos produtos de época os preços tendem a cair. Não adianta insistir em comprar produtos cuja produção cai muito neste período. É rasgar dinheiro. Se você faz parte de alguma associação, vale a pena a compra cooperada. Reúna algumas famílias e faça compras em volume. O que se chama ganhar em escala. Desta maneira você pode exigir desconto adicional pelo volume consumido. Reúna a família e peça que segurem os demais gastos. Isso vale para vestuário, combustível, energia elétrica, comida fora de casa, entre outros. É hora de pensar na redução do gasto global e isso é possível quando todos da família estão imbuídos dos mesmos propósitos. Em tempos de descontrole de preços, o consumidor tem que exercitar sua soberania no consumo: produtos que estão com preços abusivos, se forem rejeitados terão seus preços reduzidos. Não é preciso esperar o governo agir, pois de seu dinheiro cuide você!


O autor, Reinaldo Cafeo, é economista e articulista do JC

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