São Paulo - Professores da rede pública de vários Estados brasileiros interromperam as atividades ontem para reivindicar aumento de salário e melhores condições de trabalho.
No Paraná, os 85 mil professores da rede estadual encerraram o dia letivo às 10h. Em pelo menos 28 municípios, houve adesão também da rede municipal. Além de reivindicarem a aplicação do piso salarial nacional no Estado, os professores também defenderam melhorias nas condições de saúde dos educadores, como um novo sistema de atendimento à saúde, com foco na prevenção do estresse e de doenças relacionadas.
No Rio Grande do Sul, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação estima que cerca de 70% das escolas estaduais aderiram à paralisação.
No Espírito Santo, professores das redes municipais de Vitória e Serra pararam ontem. Em Vila Velha, Cariacica e Guarapari, os educadores estão em greve desde o início do mês.
Em Goiás, cerca de 20% das 1.095 escolas estaduais não tiveram aula. Em Goiânia, cerca de metade das escolas fecharam. Pela manhã, houve uma manifestação em frente ao Tribunal de Justiça, em que os professores pediram reajuste de salários. As informações são da Secretaria Estadual de Educação.
Em Tocantins, segundo a Secretaria Estadual de Educação, a paralisação ocorreu em 9 das 547 escolas da rede estadual. Cerca de 6 mil alunos ficaram sem aula.
Em Santa Catarina, 189 mil alunos da rede estadual foram atingidos pela paralisação (27% do total), segundo a Secretaria da Educação. Ainda de acordo com a secretaria, 8.402 dos 39,1 mil professores não deram aulas ontem. O sindicato da categoria, porém, afirma que a paralisação foi de 90%.
No Maranhão, onde os professores estaduais estão em greve há mais de 70 dias, foi organizada uma caminhada na região central de São Luís para marcar o dia de paralisação nacional.
Em Pernambuco, cerca de 1 milhão de alunos ficaram sem aulas devido à paralisação dos professores do Estado e da rede municipal de Recife, Jaboatão dos Guararapes e Olinda. No Piauí, o sindicato estima que houve paralisação em todo o Estado, com adesão de cerca de 80% dos professores estaduais. Na Paraíba, sindicatos e o governo divergem sobre o número de escolas que suspenderam as aulas. De acordo com o governo, 70% das escolas estaduais funcionam normalmente. Já os dois principais sindicatos de professores e trabalhadores em educação afirmam precisamente o contrário: que 70% das escolas fecharam.
No Pará, o Sintepp (sindicato dos trabalhadores em educação pública) estima que 1.300 escolas tenham ficado sem aulas - dessas, 900 são da rede estadual. No Acre, a paralisação da rede estadual está marcada para amanhã.