Internacional

Pelo menos mais 13 morrem em novas manifestações no Iêmem


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Iêmem - Ao menos 13 manifestantes radicais foram assassinados ontem no Iêmen por colegas que participavam de protestos contra o ditador Ali Abdullah Saleh. O confronto foi deflagrado quando um grupo de jovens manifestantes radicais tentou fazer uma passeata até a sede do governo. Militares que tomaram parte dos protestos tentaram impedi-los, pois a ação não havia sido combinada com os outros grupos de oposição ao governo. Segundo testemunhas, tropas do general desertor Alí Mohsen al Ahmar tentaram impedir o grupo de sair de uma praça, perto da Universidade de Sanna, onde se concentram os protestos. Os militares desertores dispararam bombas de gás lacrimogêneo e canhões de água contra o grupo.

Como os jovens continuaram a se mover em direção ao palácio, as tropas atiraram, com munição letal, primeiro para o alto e depois contra o grupo. Além das vítimas fatais, pelo menos outras 130 foram baleadas, segundo médicos. Com mortos e feridos em suas fileiras, os radicais retornaram à praça, mas fizeram novas tentativas de chegar ao palácio -todas frustradas pelos outros movimentos opositores. O general Ahmar é meio-irmão do ditador Saleh e o número dois na hierarquia do Exército. Ele se uniu à oposição ao ditador no dia 21 de março.

Após três semanas de protestos, manifestantes antigoverno conseguiram o apoio de tribos de Maarib que interromperam a produção de petróleo e de gás. O governo está perdendo diariamente US$ 3 milhões em exportações. O Iêmen é considerado um pequeno produtor de petróleo. Por causa da crise, o governo considera iniciar a importação do produto da Arábia Saudita. Os manifestantes, por sua vez, planejam contra-atacar fazendo uma greve geral permanente. Desde o início dos protestos, as greves têm sido eventos esporádicos.

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