São Paulo - Elas foram chegando, colocando os seios para fora da blusa e dando de mamar aos filhos pequenos no saguão do Itaú Cultural, na avenida Paulista (região central de São Paulo). Eram aproximadamente 30 mães que se organizaram para promover o "mamaço", manifestação promovida no Facebook depois que a antropóloga Marina Barão, 29 anos, foi proibida de amamentar seu filho Francisco, de 3 meses, no mesmo centro de exposições, em março passado.
"Dar de mamar não é um ato obsceno, mas natural, e temos o direito de fazer isso em qualquer lugar", disse a tradutora Laura Lopez, 32 anos, participante da manifestação, que contou com o apoio do Itaú Cultural.
A entidade mudou a postura após o episódio, considerado um erro já corrigido. Eduardo Saron, diretor da instituição, pediu desculpas a todas as mães. Um ciclo de palestras ocorreu logo após o "mamaço", que incluiu também uma apresentação teatral. "Faltam espaços na cidade voltados a mães em período de amamentação. Essa manifestação serve para mostrarmos isso também", disse Marina Barão.