Islamabad - O Parlamento paquistanês condenou ontem a operação norte-americana que matou Bin Laden, pedindo uma revisão nos laços do país com os EUA e alertando que o Paquistão pode interromper o envio de suprimentos para as forças dos EUA no Afeganistão.
O chefe da inteligência paquistanesa disse que está pronto para renunciar após o caso Bin Laden, que deixou o país em situação desconfortável e aumentou as suspeitas de que os agentes de segurança paquistaneses sabiam onde o líder da Al Qaeda se escondia.
Na sexta-feira, dois homens-bomba atacaram uma academia militar no noroeste do país, matando 80 pessoas, no que o Taliban paquistanês chamou de primeiro ato para vingar a morte de Bin Laden.
A operação secreta no refúgio de Bin Laden, localizado na cidade de Abbottabad, 50 quilômetros ao norte da capital Islamabad, piorou os já conturbados laços entre paquistaneses e norte-americanos.
O Paquistão classificou como absurdas acusações de que as autoridades sabiam que Bin Laden se escondia noa país. Membros de ambas as esferas parlamentares disseram que o governo deveria rever os laços com os EUA para proteger os interesses nacionais do Paquistão. Também pediram o fim dos ataques norte-americanos.