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As 1001 invenções que mudaram o mundo

Felipe Branco Cruz
| Tempo de leitura: 3 min

O que a roda, o cereal matinal e o papel higiênico têm em comum? Foram algumas das invenções que mudaram o mundo. As três engenhosas criações humanas estão descritas em "1001 Invenções que Mudaram o Mundo", lançado recentemente pela editora Sextante. O livro foi produzido por uma equipe de historiadores, cientistas, designers e antropólogos, e compilado por Jack Challoner. "Percebi que grandes e pequenas invenções influenciaram o mundo como vivemos", escreve ele num dos textos do livro.

A obra se junta a outros títulos desta coleção, como "1001 Livros para Ler Antes de Morrer", "1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer", "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer". No caso das invenções, elas são divididas em oito partes: "O mundo Antigo", "De Roma à Revolução", "A Era Industrial", "A Era dos Grandes Impérios", "O Nascimento da Era Moderna", "Guerra e Paz", "Globalização" e "A Era da Internet".

O livro vai de invenções primárias, como o domínio do fogo, passando pelo anzol, o calendário lunar e a cerâmica, até a impressão por demanda (que reduz o preço dos livros), o iPhone, a prótese ocular (olho biônico), finalizando com o Grande Colisor de Hádrons (acelerador de partículas). Todas essas invenções são seguidas de textos explicativos que informam suas utilidades e também por que foram importantes. A última descrita no livro é justamente o Colisor de Hádrons, de 2008.

Dentre as curiosidades da obra é possível saber que invenções como o carro elétrico (1842) e o eletrocardiograma (1903) surgiram há mais de 100 anos. A caneta esferográfica foi criada em 1888, pelo americano John J. Loud, mas era tão rudimentar e vazava tanto que a versão comercial, do editor americano László Biró - a Birome - só foi criada em 1943.

Por outro lado, o livro não entra em controvérsias sobre a autoria de algumas invenções. É o caso do avião, creditado aos irmãos Wright, dos Estados Unidos. A obra diz que o aparelho foi testado em 1903. O brasileiro Santos Dumont, que demonstrou a utilidade do avião 14 Bis em 1906, sequer é citado. Entre suas invenções também está o relógio de pulso, igualmente ignorado.

Outros inventos que perderam sua utilidade, como o saco de papel, inventado em 1868, é cogitado para substituir as sacolas plásticas, que poluem o meio ambiente, demonstrando, dessa forma, que o simples produto tem grandes chances de voltar ao mercado em larga escala.

O livro pode ser lido por ordem cronológica ou aleatoriamente, bastando abrir em qualquer página para se deliciar com as curiosidades. No início da obra, estão listadas todas as invenções, separadas por data e inventor.

A obra prova que não é necessário uma invenção ser complexa para mudar o mundo. Itens simples como leite em pó, comida enlatada, palitos de fósforo, carrinho de compras, desodorante, panela antiaderente e limpador de tapetes são tão indispensáveis à vida moderna quanto o eletroencefalograma, a quimioterapia, o satélite artificial e o GPS (Sistema de Posicionamento Global).

? SERVIÇO


"1001 Invenções que Mudaram o Mundo" Organização: Jack Challoner Editora: Sextante Preço: R$ 59,90

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