Ribeirão Preto - Nove adolescentes fugiram do NAI (Núcleo de Atendimento Integrado) da Fundação Casa de Ribeirão Preto na noite de anteontem. Um deles foi recapturado na madrugada de ontem e os demais ainda estavam sendo procurados.
De acordo com o diretor regional da Fundação Casa, Roberto Damásio, a ação para a fuga começou por volta das 22h. Um adolescente de 17 anos, que havia dado entrada no NAI ainda naquela noite, pediu para ir ao banheiro, que fica do lado de fora da cela. Um funcionário o acompanhou, mas, ao voltar, de acordo com o diretor, o adolescente agrediu o agente com socos e pontapés, pegou o molho de chaves, abriu as outras celas e libertou os demais jovens.
Ainda segundo Damásio, os adolescentes ainda agrediram outro funcionário que fazia a segurança da área externa da unidade. Em seguida, pularam o muro e fugiram.
Os funcionários agredidos tiveram escoriações pelo corpo, foram encaminhados ao hospital e já tiveram alta. O diretor não informou quais atos infracionais foram cometidos pelos adolescentes que fugiram.
O adolescente recapturado foi encontrado na rodoviária da cidade. Como ele é de Sertãozinho (333 km da capital), Damásio acredita que ele estava tentando juntar dinheiro para comprar a passagem e voltar para casa.
O NAI faz o atendimento inicial de adolescentes infratores, que depois da decisão da Justiça, podem ser encaminhados para as unidades da Fundação Casa, diz Damásio.
A unidade tem quatro celas com capacidade para receber seis adolescentes. No entanto, durante o período noturno, essa quantidade pode aumentar. Só uma delas tem estrutura de banheiro no interior, com pia e chuveiro.
Damásio diz que poderá rever os procedimentos de segurança. De acordo com o diretor regional, a Corregedoria da Fundação Casa fará uma investigação sobre o que pode ter facilitado a fuga dos adolescentes e, depois da conclusão do trabalho, eles poderão tomar medidas para melhorar o atendimento aos jovens e evitar fugas.
O prazo para conclusão do estudo é de 90 dias. Ele diz que a Fundação Casa já está contratando novos agentes socioeducativos. O NAI tem seis funcionários e um coordenador, que se dividem nos plantões.