Aqueles que já fumaram e deixaram, sabem como foi difícil deixar este "hábito", também sabem que pouco adiantou ouvirem dos males que acarreta, isto eles conheciam, mas o que não tinham consciente é que não queriam abandonar um amigo; mas por que amigo? Acontece que no genoma humano há informações além das que a ciência normalmente pesquisa e entre elas está uma que ocorreu há vários milhares de anos atrás. Quando o homem pela primeira vez, batendo com uma pedra de sílex, fez com que uma chispa incendiasse um ninho seco de pássaros. Ele agora aprendera a técnica de fazer o fogo.
Este terrível fogo que antes temendo ele vira ser expelido pelos vulcões ou aceso pelos raios, é agora um amigo que o acompanha desde então. Nas noites frias o aquecia, na porta de suas cavernas o protegia, o gosto de sua comida ele melhorava, em uma acha acesa em suas mãos era arma inconteste. Passados muitos séculos, é o fogo ainda a alma de suas armas e da maioria de seus motores, e tem presença constante em suas casas.
Este mesmo fogo na ponta dos nossos modernos cigarros, produzindo a mesma fumaça tão conhecida de nosso genoma é um verdadeiro amigo tão difícil de se abandonar e que involuntariamente tanto expõe nossas dependências infantis e fraquezas.
Nivaldo Vitte Guion