Assim como é exata a matemática em nossas vidas, é grande a dificuldade que ela exerce para alguns. Também temos a certeza da ida de nossos entes queridos e do nosso sofrimento. Gostamos dos fatos em sua exatidão, específicas e não suportamos quando algo sai do nosso controle. Como seria ótimo se conhecêssemos todas as curas do mundo, desde enfermidades até as sementes inférteis do egoísmo, da corrupção e do mal querer, talvez as nossas dores ficariam adormecidas e não teríamos que ser testados o tempo todo, colocando em dúvida nossos sentimentos.
Não existe dor maior do que a perda de um pai, uma mãe, um filho, ou qualquer que seja o grau de parentesco ou carinho, e mesmo sendo preparados para tais acontecimentos, não conseguimos nos controlar e nos tornamos egoístas, pois só pensamos na falta deles em nossas vidas e não na plenitude de paz, no exercício construtivo do nosso melhoramento.
Bruna Veronez Rocha