São Paulo - A ameaça de uma forte correção de preços no mercado internacional de commodities deixa o cenário para as ações brasileiras ainda mais incerto e já leva grandes instituições financeiras a revisarem para baixo a projeção para o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) no fim de 2011. No acumulado do ano até sexta-feira, o principal termômetro da bolsa nacional era o último colocado em um ranking com outros dez mercados.
O levantamento, que considera os índices em dólar para ser possível a comparação, mostrava o Ibovespa com desvalorização pouco superior a 5%. E, segundo especialistas, as perspectivas são de que essa realidade pouco - ou nada - mude nos próximos meses.
Se serve de consolo, eles dizem que este é um momento indicado para o pequeno investidor comprar papéis de boas empresas, de olho, claro, no médio e longo prazos.
"A questão macroeconômica tem sido determinante por causa da alta da inflação e taxa básica de juros", explica, Carlos Firetti. Dinheiro mais caro (ou seja, juro maior) reduz os resultados das empresas e, por tabela, o valor de suas ações em bolsa.
Além disso, há outro fator que pouca gente no mercado financeiro fala diante dos microfones: a ingerência política do governo tem afetado o desempenho das duas principais empresas da Bovespa - Petrobrás e Vale. Como as duas juntas respondem por quase 26% do Ibovespa, puxam para baixo o indicador quando seus papéis se desvalorizam.