O governo do Rio lançou hoje a primeira campanha publicitária de Estado da América Latina contra a homofobia. A campanha será veiculada a partir de amanhã (17) em rádios, cinemas, na TV e em vários outros meios como outdoor, cartazes e folhetos.
"Agora esperamos uma mudança de cultura e que a população fluminense aprenda que todos nós temos o direito à cidadania. O próximo passo é a aprovação do Projeto de Lei 122, a criminalização da homofobia", disse a vice-presidente da organização não governamental Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) e do Movimento Dellas, Yone Lindgren.
A senadora Marta Suplicy, relatora do Projeto de Lei 122, participou do lançamento da campanha e também comemorou o avanço. Mas ela lamentou os casos de homofobia que ocorrem no país. "As cenas de violência que vimos na Avenida Paulista não foi uma simples briga. Foi um ataque, um ato de intolerância, de ódio, algo inadmissível que deve ser reprimido", comentou a senadora, ao referir-se ao ataque ocorrido em novembro do ano passado, quando um rapaz foi agredido com uma lâmpada fluorescente, no centro de São Paulo, por ser homossexual.
O governador Sérgio Cabral anunciou que, na próxima Parada Gay do Rio de Janeiro, o governo vai liberar seus funcionários públicos, assim como os caminhões de bombeiros e policiais fardados que sejam gays para participar do desfile que ocorre todos os anos na Avenida Atlântica, orla da zona sul carioca. "Vemos isso em todas as cidades desenvolvidas do mundo, como Nova York e Paris. Por que não aqui?", indagou Cabral durante seu discurso.