ROGER PRIMEIRO DO MUNDO
O ranking mundial divulgado pela ITF (Federação Internacional de Tênis), na semana passada, e ainda em vigência, mostra que o bauruense Roger Guedes é o primeiro do mundo na categoria 55/59 anos. Em segundo aparece o australiano Glenn Busby e em terceiro o também australiano Andrew Rae. Para a elaboração do ranking, a ITF considera apenas os quatro melhores resultados no período de 12 meses. Nesse período, Roger venceu quatro torneios do grupo "1" (que mais pontua, depois do campeonato mundial): German Senior Open 2010, Senior Internacional de Porto Alegre "Copa Yone Borba Dias" 2011, 27º Nautico San Isidro Internacional Tournament (ARG) e Torneio Internacional de La Republica 2011. O campeonato mundial de 2011, que seria realizado na Nova Zelândia, foi cancelado em razão do terremoto ocorrido na sede do torneio, poucos dias antes de seu início.
NA LUSO
Iniciado ontem e com o término previsto para o próximo dia 22, a Associação Luso-Brasileira de Bauru realiza mais uma edição do torneio de duplas "Acácio Rosa do Valle". Na edição de 2011, além do sr. Acácio, que completa 94 anos, o torneio homenageia tenistas que muito contribuíram para o crescimento do tênis no clube. São eles: Antonio Marques Rodrigues dos Santos, Coronel Iraci Vieira Catalano, Joaquim de Oliviera, Claudio Peres, Nilton D?avila Pinheiro Brizola, Tadashi Miyahara, Tatuo Nakayama e Luiz Carlos Morato.
O BTC
Nos próximos sábado e domingo, a partir das 8h30, acontece nas quadras do Bauru Tênis Clube a 12ª Copa Claudio Sacomandi de tênis. Neste ano as categorias adultos e veteranos não serão disputadas, apenas as infanto-juvenis, de dez a 18 anos. Por ser um torneio supervisionado pela Federação Paulista de Tênis, o certame conta pontos para o ranking paulista.
CAMPEÃO
No torneio federado realizado no Country Clube de Ribeirão Preto no final de semana, o bauruense Caio Joaquim Bergamini conquistou seu sétimo título no ano na categoria 9/10 anos. A final foi contra Matheus Lima, com placar de 6/1 e 6/0. No próximo sábado, Caio participa no BTC da 12ª Copa Claudio Sacomandi.
ROMA
Menos de 20 horas após quase ser eliminado pelo britânico Andy Murray, jogador de pouca expressão em quadras de saibro, em partida que durou 3h02, o sérvio Novak Djokovic voltou à quadra central do Foro Itálico, em Roma, para sair vitorioso, mais uma vez, em uma final, a sétima do ano, e quarta diante do espanhol Rafael Nadal. E assim como já havia feito uma semana antes, em Madri, venceu por dois sets a zero. A vitória em Madri já foi uma surpresa, mas pelo ótimo tênis que o sérvio vinha jogando, aliado ao fato de a cidade estar a 600 metros acima do nível do mar, tornando a bola mais rápida, fator que favorece os jogadores mais agressivos, acreditei que só em tal altitude Djokovic poderia vencer Nadal no saibro. Mas me enganei. Ao assistir a final no domingo, vi que o sérvio dominou totalmente o espanhol. Mesmo nas condições aparentemente adversas das quadras de Roma, em altitude de apenas 14m acima do nível do mar e sempre muito úmidas, o que torna as bolas mais pesadas e lentas, o espanhol foi páreo para o sérvio.
BRIGA PELO TOPO
A briga pelo posto de número 1 do mundo, entre o Rafael Nadal e Novak Djokovic, vai "pegar fogo" em Roland Garros, que começa na próxima semana. Agora, apenas 405 pontos separam Nadal, primeiro do mundo, com 12.070 pontos, para Djokovic, segundo, com 11.665 pontos. Caso Nadal seja campeão, manterá os 2000 pontos pelo título do ano passado e continuará com os mesmos 12.070 pontos. Se for vice-campeão, perderá 2000 pontos e somará 1200, perdendo 800 pontos, quando o posto de número 1 do mundo será de Djokovic mesmo perdendo na primeira rodada, pois só defende 360 pontos pelas quartas de final do ano passado. Para que Novak Djokovic se torne número 1 do mundo sem depender dos resultados de Nadal, basta que chegue à final. Pois descartará os 360 pontos do ano passado e somará 1200 pontos, totalizando 12.505 pontos, contra 12.070 de Nadal.
DICA
Ao sacar, uma das maneiras de surpreender o adversário é, segundos antes de iniciar o movimento, dar uma olhada (disfarçada) para o adversário e ver de que maneira ele está empunhando a raquete: se pra bater de "forehand" (direita para destros) ou "backhand" (esquerda para destros). Então, sacar do lado inverso ao que ele está esperando pode levá-lo ao erro, pois o adversário terá que trocar de "empunhadura" (maneira se segurar a raquete) no último momento antes de golpear a bola. Mas se você é o recebedor e joga contra alguém experiente, pode ser que ele utilize da mesma técnica e antes de sacar observe a maneira que está segurando a raquete. Nesse caso, o que fazer? Procure confundi-lo, não segure sua raquete com muita firmeza como se estivesse pronto. Deixe sua mão não dominante girar a raquete na sua mão, como se não tivesse decidido a empunhadura. Se isso não estiver dando certo, tente selecionar previamente uma empunhadura que seja apenas para tentar devolver o saque. Essa empunhadura deve ser a "continental" que serve tanto para um "backhand" ofensivo, quanto para um "forehand" defensivo (apenas bloqueando a bola).
CURIOSIDADE
Ao vencer o espanhol Rafael Nadal na final de Roma, no último domingo, o sérvio Novak Djokovic chegou a 39 vitórias consecutivas. No tênis masculino, o recordista de vitórias consecutivas é o argentino Guillermo Vilas com 46. O próximo torneio que Djokovic participa é Roland Garros. Caso vença empatará com o argentino Vilas. Sim, porque para ser campeão em Roland Garros, que conta com 128 jogadores na chave, é preciso vencer sete jogos. No geral (masculino e feminino) a checa naturalizada americana, Martina Navratilova tem uma marca que dificilmente será superada, o de 74 vitórias seguidas, em 1984, ano em que venceu 13 torneios, sendo três Grand Slam.