Regional

Polícia Civil prende quadrilha suspeita de sequestrar família

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 4 min

Jaú ? Uma operação conjunta entre as Polícias Civil de Jaú (47 quilômetros de Bauru), Bauru e Sorocaba resultou na prisão de três homens suspeitos de participar, em março, do sequestro da família do gerente de um banco em Jaú. Na ocasião, mãe e filha da vítima foram mantidas reféns pelos assaltantes. Um quarto suspeito de integrar o grupo foi preso em flagrante na data do crime com um veículo roubado, chegou a ser solto, mas teve a prisão temporária cumprida na semana passada. Segundo a polícia, a quadrilha também pode estar envolvida em sequestros de empresários.

As investigações, coordenadas pelas Delegacias de Investigações Gerais (DIGs) de Jaú e Sorocaba, tiveram início quando Júlio César Rezende, 45 anos, que reside em Sorocaba, foi preso em flagrante pela Polícia Militar (PM), no dia 21 de março, nas imediações da residência do gerente do banco, com um veículo roubado na região de Itu.

Estranhando a "coincidência", a Polícia Civil passou a investigar a suposta relação entre ele e o grupo acusado de sequestrar a família do gerente. "A gente conseguiu elementos, durante as investigações, para crer que, além desse carro que ele estava ali, na verdade, ele estava envolvido com a quadrilha", revela o delegado Edmilson Bataier, titular da DIG de Jaú.

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou outros três suspeitos ? José Adeilton Gomes Cardoso, 39 anos, e Wesley Cavallari Batista, 33 anos, ambos de Sorocaba, e Lúcio Leandro da Silva, 33 anos, morador de Jaú. "O que a gente vê é que eles sempre têm alguém que faz o levantamento na cidade", diz. "E nós temos indícios fortes já de que o Lúcio seria um dos responsáveis por fazer esse tipo de levantamento em Jaú".

No domingo, equipes da Polícia Civil de Jaú e Bauru foram até Sorocaba. Ontem de manhã, numa ação simultânea, foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão que resultaram na detenção de José Adeilton e Wesley. "Nós apreendemos objetos, telefones e algumas coisas que têm que ser checadas e dependemos também de algumas provas técnicas e laudos que estão sendo providenciados", conta o delegado.

Já Lúcio foi preso em Jaú por equipes da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) e Delegacia Seccional do município. Segundo Bataier, na casa dele, foram apreendidas munições de calibre 32. Júlio, o primeiro suspeito a ser detido, foi solto pela Justiça na última quinta-feira, mas continuou preso por conta de mandado de prisão temporária expedido contra ele. "Acreditamos que há, no mínimo, mais dois envolvidos e as investigações prosseguem", revela.

Nos próximos dias, segundo o titular da DIG, os quatro suspeitos, que estão presos temporariamente por 30 dias, serão ouvidos. "Temos indícios fortes e provas de que eles estão envolvidos, mas cabe à Justiça a apreciação da condenação ou não. Esperamos, nesses 30 dias, concluir as investigações e, se possível, identificar mais pessoas", relata.

Segundo o delegado, todos os suspeitos têm passagens anteriores pela polícia - Júlio foi detido por envolvimento com droga; José Adeilton tem diversas passagens por roubo, além de homicídio, furto e receptação; Lúcio tem uma passagem por roubo e Wesley já cumpriu pena por diversos roubos e tentativa de homicídio.

Além do delegado Edmilson Bataier, titular da DIG da Jaú, e dos delegados Claudemir Ferracini e Gustavo Alonso Garmes, também de Jaú, participaram da operação os delegados Roberval Fabbro e Ricardo Silva Dias, de Bauru, e Acácio Aparecido Leite, da DIG de Sorocaba.

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Sequestro


O sequestro a familiares do gerente de uma agência bancária de Jaú teve início na noite do dia 21 de março, quando o homem foi rendido pela quadrilha ao chegar em sua residência, localizada em um bairro nobre da cidade. Durante cerca de 12 horas, ele, a mulher e a filha de seis anos foram mantidos reféns pelo grupo sob a mira de armas de grosso calibre.

Por volta das 5h do dia seguinte, a mulher e a filha do gerente foram levadas para um cativeiro próximo a Bariri enquanto ele ficou em Jaú com parte da quadrilha para, supostamente, abrir o cofre da agência onde trabalha, na rua Edgard Ferraz, no Centro da cidade.

Na ocasião, embora não tenha revelado o valor que os assaltantes pretendiam roubar, a polícia informou que eles fugiram sem levar nada. O plano dos acusados teria sido frustrado pela ação de uma testemunha, que desconfiou de algo errado e acionou a Polícia Civil. A mulher e a filha do gerente foram libertadas, sem ferimentos, no início da tarde, em um canavial em Bariri.

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