Polícia

Polícia aumenta fiscalização no Distrito 3

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Devido à alta incidência de furtos no Distrito Industrial 3 (DI 3), em Bauru, a Polícia Militar (PM) decidiu intensificar o patrulhamento no local e, agora, começa a orientar os empresários a registrar formalmente as novas invasões que venham ocorrer em seus estabelecimentos. Paralelamente, o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Noroeste Oeste irá desenvolver ações de conscientização junto aos moradores do entorno para que denunciem a ação dos criminosos.

As medidas, que visam acabar com os sucessivos prejuízos dos industriais, foram deliberadas durante a reunião realizada ontem pelo conselho com a PM, empresários e secretarias municipais. Conforme revelou matéria publicada pelo JC na última segunda-feira, os proprietários estavam até mesmo dormindo nas empresas para evitar novos delitos. No encontro de ontem, eles relataram que o DI 3 vinha sendo palco de sete a oito furtos por noite. Entre os bens roubados, estavam ferramentas, fiação e metais de toda sorte, maquinários e até botijões de gás.

A grande dificuldade, conforme apontou a PM, é que grande parte destas ocorrências não estava sendo registrada em boletim no Plantão da Polícia Civil, o que acabou atrasando o direcionamento do patrulhamento. "Neste ano, só três ocorrências desta natureza foram formalmente registradas pelos empresários. Como não tínhamos conhecimento das estatísticas reais, não havia como determinar o aumento das fiscalizações naquela região", observa o tenente Samuel Gomes Pereira, comandante da Base Noroeste.

Além de rondas policiais, que foram intensificadas há uma semana, a PM também passou a realizar bloqueios na passagem do Distrito para o Parque Jaraguá e Núcleo Fortunato Rocha Lima. Desde então, de acordo com o tenente, não houve mais nenhum registro de furto.

Segundo a diretora social do Conseg Noroeste Oeste, Cleide Caleda, as ocorrências não estavam sendo registradas porque os industriais tinham medo de sofrer represálias e imaginavam que, ao dar visibilidade ao problema, poderiam tornar o DI 3 ainda mais vulnerável à ação dos criminosos. "Mas esta visão foi superada, porque eles não encontravam mais solução para a situação que estavam vivendo e reconheceram que uma atitude precisava ser tomada", comenta.

O presidente do conselho, Valdomiro Neres Fonseca, explica que os empresários já estão sendo orientados a formalizar os furtos em boletim de ocorrência e uma ação está sendo planejada para conscientizar moradores das imediações a denunciar. Já a ideia de transformar o Distrito em uma espécie de condomínio fechado foi descartada pelos proprietários.

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