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Planalto escala parlamentares da base para defender ministro

Folhapress
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Brasília - O Palácio do Planalto escalou parlamentares da base governista ontem para sair em defesa do ministro Antônio Palocci (Casa Civil) no plenário do Senado.

Ao justificar a evolução patrimonial do ministro nos últimos quatro anos, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) disse que os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também aumentaram seu patrimônio rapidamente logo após deixarem o Executivo. Marta disse que Palocci foi "injuriado, caluniado, difamado" e acabou absolvido - por isso se tornou o ministro "mais importante" do governo Dilma Rousseff.

O líder do PT, Humberto Costa (PE), disse que não houve conflito de interesses no fato de Palocci ser dono de uma empresa de consultoria enquanto ocupou uma cadeira na Câmara dos Deputados. "Desde o momento em que ele foi convocado para chefiar a Casa Civil, transformou a finalidade da empresa para se adequar à função que ocupa hoje."

O presidente do PMDB, Valdir Raupp (RO), afirmou que a "prova da transparência" de Palocci foi ter declarado em seu Imposto de Renda sua evolução patrimonial. "Todo ex-ministro e presidente tem direito a prestar consultoria e ganhar dinheiro. O pior é se tivesse camuflado."

Apesar de ser governista, o senador Pedro Taques (PDT-MT) cobrou maiores explicações de Palocci. "Não podemos prejudicar os inimigos nem beneficiar os amigos. Nós precisamos de uma explicação."

O líder do DEM, senador Demóstenes Torres (GO), fez um duro discurso cobrando explicações mais convincentes de Palocci.

O presidente do DEM, José Agripino Maia (RN), afirmou que Palocci "tem a obrigação de esclarecer" a evolução do seu patrimônio por ser um homem público.

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