O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu nesta quarta-feira que as discussões em torno da sucessão no comando do Fundo Monetário Internacional (FMI) contemplem a participação dos países emergentes.
Em carta aos membros do G20, Mantega elogiou o atual diretor-gerente Dominique Strauss-Kahn, que está preso nos Estados Unidos acusado de abuso sexual, e afirmou que a escolha por um substituto não deve ter a nacionalidade como parâmetro
"O Brasil sempre apoiou a posição de que a seleção deve ser baseada no mérito, independentemente da nacionalidade. Já se passou o tempo em que poderia ser remotamente apropriado reservar esse importante cargo para um cidadão europeu", afirmou Mantega, no documento.
Um acordo antigo entre os EUA e a Europa têm garantido um europeu na presidência do FMI e um norte-americano na chefia do Banco Mundial.
"É compreensível que alguns países europeus desejem encontrar uma rápida solução para seus problemas. Não obstante, não devemos decidir de forma precipitada a sucessão da chefia de uma instituição de tamanha importância", afirmou Mantega.