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MEC nega ter distribuído ?kit gay? e diz que material pode mudar

Folhapress
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Brasília - Após polêmica sobre o chamado kit anti-homofobia, o ministro Fernando Haddad (Educação) não descartou ontem que o material possa sofrer alterações. Haddad disse ainda que parte do material recebido pela bancada evangélica da Câmara e divulgado como parte do kit "não saiu do MEC".

Se aprovado pelo ministério, o kit (três vídeos sobre transexualidade, bissexualidade e meninas lésbicas) poderá ser repassado para estudantes do ensino médio das escolas públicas.

Segundo o ministro, o kit foi entregue anteontem a pasta e será avaliado pela comissão de publicação do órgão, que vai ouvir secretários estaduais e municipais sobre o conteúdo. Também serão chamados para discutir o kit deputados da bancada evangélica, católica e da frente parlamentar de defesa da família.

O ministro foi chamado ontem às pressas para explicar o kit para as bancadas religiosas da Câmara que haviam anunciado anteontem que "não votariam" nenhuma matéria caso o material não fosse recolhido. Parlamentares da bancada evangélica sustentam que o material já está sendo divulgado.

Haddad disse que o MEC não distribuiu o material, mas não quis apontar o vazamento. Deputados que participaram da reunião disseram que no encontro o ministro atribuiu a divulgação do kit, que não estaria pronto, à empresa responsável pela produção.

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