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Análise descarta pane total no Air Bus

Folhapress
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Paris - Uma primeira leitura das caixas-pretas do A330 da Air France, que caiu em 2009 no oceano Atlântico descartou ter havido uma "disfunção maior" da aeronave - como interrupção elétrica total ou dos motores, por exemplo. A informação é de um diretor do Escritório de Investigação e Análise (BEA, na sigla em francês).

As duas caixas-pretas do A330 foram resgatadas no início do mês, após quase dois anos submersas a 3.900 metros de profundidade no local onde a aeronave afundou, causando a morte de 228 passageiros e tripulantes.

Na segunda-feira, uma nota interna enviada pela Airbus a seus clientes, conhecida como AIT (Accident Information Telex), afirmava que as "análises preliminares" de uma das caixas-pretas não indicavam que a fabricante precisasse fazer "recomendações imediatas" às companhias aéreas.

Ontem, a direção-geral da Polícia Militar francesa informou que os resultados dos testes para extrair DNA dos corpos das duas vítimas retiradas dos destroços foram positivos. Com isso, será possível identificar as vítimas e dar continuidade da operação para retirar mais restos mortais do oceano.

A Justiça francesa havia informado às famílias das vítimas que se os corpos não pudessem ser identificados, não haveria novos resgates.

Apenas os corpos que "tecnicamente" puderem ser retirados do oceano, que não sofram degradações ainda maiores, serão resgatados.

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