Os brasileiros deveriam questionar com mais ênfase Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República. Está certo, muitos devem ainda agradecê-lo por muitas benfeitorias, entre as quais aquisição de apartamento, de um veículo automotor, produtos da linha branca e muitos outros. No entanto, será que, realmente, ele foi tão bom assim ou então utilizou a população, sobretudo a fatia denominada nova classe média, para engrandecer seu nome e o de seu partido?
O crescimento da economia em 2010 foi de 7,5%. Na recente democracia brasileira, sua gestão de oito anos foi a maior responsável pela diminuição das desigualdades sociais. De quebra, houve melhorarias no patamar de vida dos cidadãos. E agora, com as projeções de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) para 4,00% a 2011? Alexandre Tombini, presidente do Banco Central (BC), pediu aos consumidores para segurarem o ímpeto de consumo e pouparem sua remuneração mensal. Um discurso antagônico, pois há mais de um ano os incentivos fiscais, entre eles a desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e outras medidas cobraram da população consumo, consumo, mais consumo.
O próprio Lula engrandeceu por várias vezes os habitantes brasileiros, principalmente a dita classe média. Com tantas dívidas adquiridas, como os consumidores conseguirão manter suas contas em dia? O discurso de Tombini, por sinal, parece jogar a culpa de um possível e futuro problema sobre os cidadãos (que pagam altos impostos); caso o Brasil entre em algum buraco, o deslize provirá da continuidade do consumo e da incompreensão em frear novas aquisições. Marionetes. Uma palavra muito boa para designar os brasileiros.
Luiz Felipe T. Erdei