Internacional

Mais uma diz ter sido alvo de chefe do FMI

Folhapress
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Nova York - Mais uma jornalista disse ontem ter sido alvo de uma investida sexual do diretor-gerente do FMI, o francês Dominique Strauss-Kahn, informa o jornal britânico "The Times".

A reportagem não identifica o nome nem a nacionalidade da repórter, tratada apenas pelo nome fictício Martina. De acordo com a jornalista, Strauss-Kahn teria feito sua abordagem durante uma coletiva de imprensa há cerca de 2 anos e meio. Na época, a embaixada francesa revelou seu telefone ao chefe do FMI, acredita a repórter, que trabalha para um jornal europeu.

"Ele começou a me ligar, dizendo, "se você sair comigo, pode ter sua entrevista exclusiva. Eu disse não. Ele estava quase começando a implorar, quando eu desliguei o telefone", conta a repórter ao diário britânico.

Mais casos


Este é o terceiro relato de investidas sexuais do francês nos últimos dias. Após o escândalo no sábado, que levou Strauss-Kahn à prisão nos EUA - após ter supostamente abusado de uma camareiria de hotel - uma escritora disse na segunda-feira ter sido alvo de assédio do chefe do FMI.

O advogado David Koubbi disse que sua cliente, a francesa Tristane Banon, poderia apresentar uma queixa por um suposto incidente que ocorreu quando ela foi entrevistar Strauss-Kahn, o ex-ministro das Finanças francês, em um apartamento.

O suposto ataque contra Banon ocorreu em 2002. Segundo a lei francesa, acusações de assédio sexual devem ser apresentadas dentro de três anos, mas acusações de estupro podem ser registradas até 10 anos após a agressão.

Pode sair hoje


Os advogados de defesa do diretor-geral do FMI entraram com um novo pedido de fiança na Justiça de Nova York na noite de ontem, no valor de US$ 1 milhão. O francês se dispõe ainda a usar um bracelete eletrônico de localização e a ficar em regime de prisão domiciliar.

Até o momento agências de notícias indicam que a nova audiência do francês foi antecipada de sexta para hoje. No entanto, não houve anúncio oficial.

Falsa denúncia


O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn afirmou em entrevista no mês passado que imaginava a possibilidade de uma mulher mentir que fora atacada sexualmente por ele.

Ele disse conseguir imaginar cenário em que "uma mulher que tivesse sido estuprada num estacionamento e que receberia uma oferta de 500 mil ou 1 milhão de euros para inventar a história??.

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Número dois representará na cúpula do G8


Londres - O número dois na hierarquia do FMI (Fundo Monetário Internacional), John Lipsky representará o organismo na cúpula de chefes de Estado e de governo do G8. O encontro do grupo ocorrerá entre os dias 26 e 27 de maio em Deauville, no norte da França.

A presença de Lipsky, designado como diretor gerente interino do FMI na ausência de Dominique Strauss Kahn foi anunciada ontem pelo portavoz do governo francês François Baroin.

Vários governos já estão se movimentando nos bastidores para que Strauss Kahn seja substituído antes do fim de seu mandato, previsto para setembro de 2012.

Um recado já foi mandado pelo secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, que afirmou ontem que o FMI deve "resolver" a substituição de Strauss Kahn "nos próximos dias"

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