Regional

Jacaré-Pepira sofre com assoreamento

Da Redação
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Bocaina - O rio Jacaré-Pepira, que atravessa Bocaina, tem boa qualidade da água, flora e fauna com inúmeras variedades e processo reprodutivo excelente, mas sofre com processo de assoreamento em alguns trechos, com desmoronamento de barrancos, perda de vegetação, provavelmente pelo mau uso do solo em suas margens.

Esta é principal conclusão da 3ª Expedição de Monitoramento do rio Jacaré-Pepira, que teve sua terceira etapa realizada no último final de semana, no trecho Dourado-Bocaina e Bocaina-Rio Tietê, e que foi promovida pela Prefeitura de Bocaina, pela ONG Movimento Rio Vivo, Prefeituras de Brotas, Ibitinga, Dourado, Fatec-Jaú e Instituto Biológico de São Paulo.

"Observou-se que a maioria das medições de profundidade e largura do Jacaré Pepira antes e depois da chegada de um afluente há diferenças de profundidade para menos à jusante, ressaltando indícios de processo de assoreamento vindos desses afluentes", aponta o relatório da expedição, que será tema de discussão em oficinas e encontros nos próximos dois meses em Bocaina e na Fatec de Jaú, segundo Alisângela Spigolon de ONG Movimento Rio Vivo.

A equipe de biólogos, acrescenta o relatório, "a Expedição Jacaré Pepira pôde observar através de vestígios alguns animais considerados importantes dentro da cadeia alimentar, por ser sensíveis e necessitarem de condições ambientais de mata e água em abundância, de boa qualidade e preservadas, como a paca, a onça parda e lobo-guará. Outros animais mais comuns também puderam ser identificados como a capivara, tatu galinha e muitas aves".

De acordo ainda com o estudo, "variedade de espécies são muitas e que há condições positivas para todo o processo reprodutivo das plantas. As espécies identificas foram: jatobá, ingá, canelinha, figueira- branca, canela-de-frango, arranha-gato.

Durante a rápida pesquisa realizada com os pescadores, a equipe da 3ª Expedição do Jacaré-Pepira ouviu relatos de uma diminuição significativa no volume e no tamanho dos peixes que estão sendo encontrados no rio. Entre as espécies mais pescadas estão o lambari, a paipara, piava, corimba e o bagre. Muitos dos pescadores têm praticado a pesca esportiva (pescar e soltar). A equipe não encontrou nenhum pescador com redes ou tarrafas, nem esses equipamentos de pesca nas margens do rio.

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