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Congresso promete agilizar lei que proíbe os pais de bater nos filhos

Folhapress
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Brasília - O projeto que proíbe o uso de castigos corporais na educação das crianças e adolescentes deverá ser analisado de forma mais rápida na Câmara dos Deputados.

A decisão foi tomada após o Congresso ser pressionado, ontem, por entidades pró-direitos da infância, que contaram com o apoio da apresentadora Xuxa e da rainha Silvia, da Suécia. As duas pediram ontem a deputados e senadores celeridade na análise do tema.

Porta-voz da rede Não Bata, Eduque, Xuxa afirmou ontem, durante um seminário, que o País precisa mudar a "cultura" de que bater nas crianças faz parte do processo educacional.

Na próxima semana, será instalada uma comissão especial para discutir a proposta, que tramita na Câmara há quase um ano. Nesse período, o projeto passou apenas por uma comissão da Casa (Educação e Cultura).

Se for aprovada pela comissão especial da Câmara, a proposta de proibição das palmadas poderá ir direto para o Senado.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), também prometeu agilizar a tramitação do projeto.

Enviada à Câmara por Lula em julho de 2010, a proposta traz as mesmas penas já previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para os pais e cuidadores. No caso das palmadas, as medidas vão desde encaminhamento a programas de proteção à família e tratamento psicológico ou advertência até perda da guarda.

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