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Diretoria e sociedade iniciam ações em prol do Rafael Maurício

Por Ricardo Santana | Com Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

Mesmo após a transferência de quase todos os internos do Lar Escola Rafael Maurício, a instituição ainda tenta se reerguer. Em reunião realizada na noite de anteontem, funcionários, autoridades, voluntários e interessados em manter a entidade assistencial em funcionamento definiram ações práticas para resolver os problemas financeiros que inviabilizam a existência da instituição.

Uma das medidas é uma rifa com as camisas do São Paulo, Palmeiras e Corinthians autografadas por jogadores, como o atacante Ronaldo "Fenômeno", que pretende fazer caixa para ajudar no pagamento das dívidas.

Durante o dia, quando o diretor Alexandre Perpétuo falou com o JC, ele informou que outra medida a ser implementada é a utilização da estrutura de lavanderia, fisioterapia e odontologia para reverter em recursos financeiros.

Administrativamente, ficou definida a realização de uma auditoria interna, independente da que o Poder Judiciário já demonstrou interesse em promover nas contas do Rafael Maurício. O diretor acrescenta também será viabilizada a retomada de convênios.

Como não poderia ser diferente em um momento de turbulência, a atual diretoria foi cobrada pela situação, definida como a pior crise financeira do Lar Escola Rafael Maurício. Perpétuo explica que o presidente da entidade Francisco Pereira da Silveira prestou vários esclarecimentos aos presentes relativos à realidade dos débitos.

O diretor esclarece que muitas das dúvidas se devem à imprecisão das informações do valor da dívida, atualizada quase semanalmente. Ele explica que, a cada semana, ações trabalhistas são movidas contra a entidade, o que modifica o quadro financeiro da dívida. De acordo com Perpétuo, há um esforço da diretoria para atualizar as informações contidas no site para se tornar objetivo os dados de cada credor do Rafael Maurício.

A diretoria busca uma mobilização muito mais expressiva para equacionar as dificuldades. "É um empenho diário. Depois dessa reunião (anteontem), a diretoria já se reuniu para definir novas ações", finaliza.

Perpétuo destaca que 50 pessoas, entre secretários municipais, empresários, voluntários e pessoas interessadas, e mais 30 funcionários participaram do encontro.

Dos seis internos que ainda haviam ficado no Lar Escola após o cumprimento de uma ordem judicial no último dia 13, três já foram removidos. Eles tinham se recusado a deixar o local na ocasião em que 41 outros internos foram transferidos para casas administradas pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Bauru e Dois Córregos.

A informação da transferência não foi confirmada pelo Lar Escola. Na noite de ontem, a reportagem procurou o diretor da instituição, Alexandre Martins Perpétuo, porém, foi informada de que ele estava em uma reunião e "não poderia falar no momento". Até o fechamento desta edição, ele não havia retornado o contato. Também acionado, o presidente do local, Francisco Pereira da Silveira, disse que não concederá mais entrevistas.

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