No ano de 2010, a cidade de Itapuí (44 quilômetros de Bauru) registrou quatro casos de dengue clássico, todos importados. Este ano, dois dos 19 casos registrados como positivos são importados, 17 são autóctones. Na opinião do coordenador do Núcleo de Vigilância em Saúde, César Augusto Thomazi, quando o número de pessoas doentes cresce nas cidades referências, o mesmo acontece em Itapuí. Isso porque, o itapuiense se desloca todos os dias para Jaú e Bauru.
"Os moradores vão para Jaú e Bauru trabalhar e estudar e acabam sendo picados pelo mosquito transmissor. Aqui eles transmitem a outros (mosquito) Aedes aegypti que disseminam a doença no município. Tanto que os dois casos importados um é de Jaú e outro de Bauru."
Para ele, o fluxo de pessoas tem aumentado ano a ano. "Eles se deslocam para essas cidades sedes e voltam com a doença. Se a gente consegue perceber o sintomas a gente entra com o bloqueio de criadouros e nebulização, faz arrastão. Mas na maioria dos casos, quando a gente fica sabendo já e tarde, porque a pessoa procura o serviço médico no terceiro dia do sintoma quando provavelmente já contaminou os mosquitos."
Segundo ele, as áreas da cidade mais afetadas pelo deslocamento são o Centro e o bairro Pichelli onde há a maior incidência da doença. "Inclusive uma das pessoas que vieram de Bauru com a doença mora em um deles. A gente percebe nitidamente que a doença se alastrou por ali. Surgiram novos casos esta semana, no Jardim Bica de Pedra."
Como prevenir é melhor do que remediar, diz a máxima, os agentes de saúde visitam as casas sistematicamente. "Os pontos estratégicos quinzenalmente. Há visitas em imóveis especiais além do trabalho educativo com as escolas, comunidades religiosas e empresas. Paralelamente, fazemos arrastão de limpeza. Os 17 casos autóctones desencadearam a busca ativa de novos casos."