Internacional

Novos vizinhos de Kahn reclamam de assédio da imprensa


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Nova York - Os novos vizinhos do ex-diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional) Dominique Strauss-Kahn estão chocados com a presença em massa da imprensa no que era uma rua tranquila de Nova York, nos Estados Unidos. Strauss-Kahn foi libertado anteontem e passou sua primeira noite em prisão domiciliar no apartamento da filha, em um prédio residencial.

Em busca de qualquer informação sobre o ex-diretor, dezenas de jornalistas montaram um estúdio ambulante no local, com direito a fileiras de carros de transmissão ao vivo, luzes, câmeras e microfones.

O que antes era rotina, virou um périplo. A cada vez que entram ou saem do edifício, os moradores enfrentam dezenas de repórteres e microfones, dignos das mais famosas celebridades.

A Justiça dos EUA não confirma oficialmente o endereço de Strauss-Kahn. Mas fontes policiais afirmam que ele está em um apartamento com segurança reforçada no prédio residencial perto do Marco Zero, no sul de Manhattan.

O local possui uma rede de câmeras privadas e da polícia. Os familiares e advogados dele devem seguir procurando um local mais permanente para que Strauss-Kahn aguarde pelo julgamento.

Strauss-Kahn renunciou ao cargo esta semana após ter sido preso sob acusação de crimes sexuais contra uma camareira de um hotel em Nova York. Ele foi libertado ontem após pagamento de fiança de US$ 1 milhão e uma caução de US$ 5 milhões. Ele teve ainda de entregar todos os seus documentos de viagem e usar uma tornozeleira de localização.

O agora ex-diretor-gerente do FMI foi acusado formalmente de tentativa de estupro e agressão sexual contra uma camareira do hotel Sofitel de Nova York, onde se hospedou há uma semana. Em uma audiência realizada na segunda-feira estiveram presentes sua mulher e sua filha, Camille, ambas muito emocionadas. Strauss-Kahn responderá por sete acusações apresentadas pela promotoria.

De acordo com a acusação, a camareira teria entrado no quarto do hotel acreditando que ele estava vazio. Strauss-Kahn estava no banheiro tomando banho. Ao sair, ele a "cercou por trás e a tocou de maneira inconveniente" e "a obrigou a cometer um ato sexual", alegam.

Strauss-Kahn deixou o hotel rapidamente, mas acabou sendo detido a bordo de um avião quando tentava voltar à França, a apenas dois minutos da decolagem.

Caso seja declarado culpado, Strauss-Kahn cuja prisão abalou o Partido Socialista Francês, que pretendia lançá-lo como candidato nas eleições presidenciais de 2012 pode ser condenado a até 74 anos de prisão. O julgamento será em 6 de junho.

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