Articulistas

Novo Código Florestal: a demagogia dos ambientalistas

Guilherme Viega Francisco
| Tempo de leitura: 2 min

Em meio a discussões recentes sobre o código florestal, vemos várias críticas ao homem do campo. Os ambientalistas tentam fazer o máximo para a "defesa da natureza", que aqui no Brasil se tornou uma demagogia pra punir o campo. É fato que o desmatamento ilegal existe. Contudo, o desmatamento legal é o princípio da produção agrícola. O desmatamento é uma verdade histórica, desde o período pré-colonial, quando corsários franceses levavam o Pau-Brasil, trocavam com nativos a madeira por quinquilharias. Também no ciclo açucareiro no litoral nordestino.

A discussão é em torno da APPs (áreas de proteção permanente) e da reserva legal. A APP é aquela área na beira dos mananciais e a Reserva legal é a área de proteção que se deve ter na propriedade, variando de acordo com o tamanho da propriedade e da região.

Tomemos como exemplo o Estado de São Paulo. O desmatamento, aqui, é muito antigo, vamos ter que restaurar e fazer novas reservas? É patético. A reserva legal deve ser praticada a partir da lei e não em áreas de conquista antiga. É claro, que, no caso da APP, toda propriedade deve ter, em razão de proteger os mananciais.

E ainda tem a questão do tamanho da propriedade. Sabemos que a produção de alimentos é feita em pequenas e médias propriedades. Agora, vamos obrigá-las a diminuir sua área produtiva para fazer a reserva? Primeiramente que o pequeno produtor não vai aguentar. Segundo que a produção de alimentos vai baixar. Tratando-se das grandes propriedades, aí sim, porque essas produzem, em sua maioria gêneros de exportação. Mas mesmo assim não podemos abusar.

O fato é que a cidade polui indiscriminadamente, com indústrias, lixo e esgoto e quem "paga o pato" é o campo. Vamos reflorestar o campo e começar a "comer concreto". As coisas devem ser feitas de modo sadio e não com fanatismo ecológico, para que consigamos produzir gêneros agrícolas e preservar o meio ambiente. Anistia aos que desmataram até hoje e rígido controle a partir de amanhã, pois de nada adianta fazer leis e não fiscalizar.


O autor, Guilherme Viega Francisco, é colaborador de Opinião

Comentários

Comentários