O ministro da Fazenda, Guido Mantega, evitou nesta segunda-feira emitir uma posição sobre a candidatura do México à presidência do Fundo Monetário Internacional (FMI), e disse que o Brasil gostaria de ter mais tempo para deliberar sobre a sucessão.
O México já anunciou que irá apresentar formalmente o nome do presidente do seu banco central Augustín Carstens para suceder Dominique Strauss-Kahn no posto de diretor-gerente do FMI. Strauss-Kahn renunciou ao cargo após ser acusado de crime sexual em Nova York.
Uma fonte do governo brasileiro afirmou à Reuters que o país não pretende apoiar Carstens, por considerá-lo um candidato conservador e com chance quase nula de ser escolhido.
Mantega, por sua vez, indicou a jornalistas que o governo brasileiro estuda a "possibilidade de sugerir que esta indicação agora seja apenas provisória, para completar o mandato do Dominique Strauss-Kahn, que se daria no final de 2012".