São Paulo - A concorrência com os importados e o real extremamente valorizado, na opinião da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), levaram trabalhadores industriais a reeditar pacto da época da abertura comercial, em 1992.
O grupo reúne Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical e Fiesp e tem como objetivo expor ao governo o que foi classificado por eles como desindustrialização.
"O Brasil está bem no comércio, nos serviços, mas na indústria a situação é grave. Estamos virando um país de apertadores de parafuso", disse Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical.
Segundo ele, muitas indústrias estão optando por importar autopeças a fabricar no Brasil. Isso tem provocado uma piora na qualidade dos postos de trabalho no País.
A força-tarefa montada pelo setor industrial levará o governo uma série de reivindicações, que incluem desde desonerações tributárias para empresas e empregados até a redução da taxa básica de juros.
Segundo o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, a cada ponto percentual de aumento na taxa Selic, o Brasil paga, por ano, R$ 20 bilhões a mais em juros. A desoneração de 20% do INSS na folha de pagamento de toda a indústria, segundo ele, não chega a esse montante.