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Para senadores, Palocci deve renunciar

Folhapress
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Brasília - Senadores da oposição e até mesmo integrantes de partidos governistas cobraram ontem o afastamento do ministro Antonio Palocci (Casa Civil) até que ele explique como o seu patrimônio pessoal cresceu 20 vezes nos últimos quatro anos.

Em discurso na tribuna do Senado, o senador Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE) disse que o comportamento de Palocci é "incompatível" com sua função no governo. "Ele precisa escolher se deve fidelidade aos eleitores ou às empresas que o levaram a multiplicar o patrimônio por 20. Não se pode servir a dois senhores", disse Jarbas.

Conhecido como um dos "dissidentes" do PMDB no Senado -partido aliado da presidente Dilma Rousseff- Jarbas disse que a Casa Civil ganhou uma "maldição na era petista", da qual apenas Dilma escapou. "Dirceu, Erenice e agora Palocci foram protagonistas de histórias obscuras e muito mal explicadas na Casa Civil."

Integrante da base governista, a senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) disse que a presidente Dilma deveria seguir a conduta adotada pelo ex-presidente Itamar Franco no seu governo - quando ele afastou o então ministro da Casa Civil Henrique Hargreaves, acusado de irregularidades no cargo. "Depois do esclarecimento, Hargreaves voltou muito mais fortalecido. Agora, da mesma forma, se poderia esperar que a presidente Dilma preste a esta Casa os esclarecimentos deste caso para não pairar nenhuma dúvida a respeito disto", afirmou a senadora.

O líder do PSDB, senador Álvaro Dias, disse que há elementos suficientes para justificar o afastamento de Palocci. Na opinião do tucano, está comprovado que o ministro cometeu "tráfico de influência" ao estabelecer uma "taxa de sucesso" em sua empresa de consultoria, a Projeto. "Em um governo sério, toda denúncia grave com consistência provoca o afastamento do denunciado até o esclarecimento cabal dos fatos."

Requerimento


A oposição vai tentar aprovar hoje, na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado, a convocação para Palocci prestar esclarecimentos à Casa. Jarbas disse que a "blindagem" governista sobre o ministro não vai calar a oposição - nem com o apoio do presidente do Senado, José Sarney, às ações do governo.

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