Londres - Os ministros de Relações Exteriores dos países da União Europeia (UE) decidiram ontem impor sanções ao ditador da Síria, Bashar Assad, e a nove outras autoridades -proibindo-os de viajar aos países do bloco e congelando seus bens na região.
A sanção chega cinco dias depois de medida similar por parte dos EUA e tenta forçar Assad a acabar com a violenta repressão às manifestações pró-democracia -em dois meses 900 foram mortos, segundo ativistas.
A UE já anunciara em maio medidas similares contra 13 assessores do alto escalão de Assad, mas deixou o nome do ditador fora da lista.
Na época, houve pedidos para que o bloco mantivesse um canal de comunicação com Assad e não o isolasse.
Mas, com a continuidade da violência, os ministros europeus decidiram que a escalada da pressão é inevitável.
A chefe de diplomacia da UE, Catherine Ashton, afirmou que a mensagem a Damasco é que "pare com a violência e respeite os direitos humanos??.
Ashton, contudo, evitou pedir diretamente pela renúncia de Assad e disse que cabe ao povo decidir.