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Tobias confirma R$ 1,6 milhão à AHB

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 4 min

Os setores de urgência e emergência da Associação Hospitalar de Bauru (AHB) já não correm mais o risco de deixarem de funcionar por falta de verba. O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) confirmou, na tarde de ontem, que a verba extra de R$ 1,6 milhão que será repassada à AHB pelo governo do Estado para suprir necessidades básicas e emergenciais chegará até o próximo dia 31.

Este seria o valor mensal necessário para manter o hospital em condições mínimas de funcionamento, conforme apontou uma consultoria realizada por equipe da própria Secretaria de Estado da Saúde entre março e abril deste ano. No entanto, segundo Tobias, até o dia 11 do mês de junho a administração da AHB já terá rumo definido (leia mais abaixo).

"Bauru não vai ficar sem hospital. Essa verba deve chegar, no máximo, até o final deste mês, mas acredito ainda que chegue antes", declarou o deputado estadual. As cirurgias eletivas desta semana continuam suspensas, já que a data em que a verba será liberada não foi definitivamente firmada pela Secretaria Estadual da Saúde.

O presidente do conselho técnico de intervenção da AHB, médico Aparecido Donizeti Agostinho, garante que, com a verba adicional em mãos, tudo voltará a funcionar normalmente no Hospital de Base.

"Com a verba chegando, nós não teremos problemas. Hoje (ontem) à tarde nós recebemos uma solicitação de documentos e, realmente, quando eles fazem essa solicitação, alguns dias depois costuma chegar a verba. Se chegar no começo da semana que vem não haverá problema algum", afirmou.

Cancelamentos


Conforme divulgado anteriormente pelo JC, a demora no repasse culminou no cancelamento de 11 operações cirúrgicas previamente agendadas, ainda na semana passada, para evitar transtornos a pacientes que viessem a ser avisados na última hora sobre o cancelamento.

A decisão de suspender as cirurgias agendadas para esta semana foi tomada diante da necessidade de priorizar o atendimento para os casos graves, já que o hospital estava trabalhando com falta de materiais básicos como gaze, luva e máscaras.

"Se o hospital continuasse a trabalhar em sua capacidade máxima, a partir do dia 28 (de maio) ficaríamos sem estoque de alguns insumos e teríamos de deixar de receber também os pacientes que não podem esperar por atendimento", disse Agostinho em matéria publicada na edição de anteontem do JC.

De acordo com ele, a suspensão das cirurgias eletivas foi uma medida preventiva para garantir uma "sobra" maior de materiais e evitar que o HB paralise por completo suas atividades. O último repasse extra, de R$ 3 milhões, teria sido remetido à associação em fevereiro deste ano e foi suficiente para sustentar os atendimentos sem interrupções até a semana passada.

A continuidade das cirurgias eletivas marcadas para a próxima semana deve ser decidida entre hoje e amanhã. Dentro desses dois dias, provavelmente, a Secretaria Estadual da Saúde definirá qual a data em que o repasse chegará às mãos da AHB.

"Estando definida a data exata, nós temos condições de reavaliar todos os estoques e até liberar o retorno das atividades normais a partir da semana que vem, desde que nós tenhamos uma noção exata de quando esse aporte vai chegar", destacou o presidente do conselho técnico de intervenção da AHB.

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Dívidas


Entidade que administra o Hospital de Base (HB) e a Maternidade Santa Isabel, a Associação Hospitalar de Bauru (AHB) acumula déficit mensal de R$ 1,8 milhão. Com uma receita fixa de R$ 3,7 milhões provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e de convênios com o Instituto de Assistência Médica do Servidor Público (Iamspe) e Prefeitura de Bauru, soma despesas de R$ 5,5 milhões.

Nesta conta incluem-se pagamento dos funcionários, aquisição de insumos e medicamentos, além de quitação de dívidas com fornecedores e de parcelas do financiamento junto à Caixa Econômica Federal (CEF). O débito acumulado é estimado em R$ 143 milhões, sem contar processos de dívidas trabalhistas, que totalizam R$ 15 milhões.

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Famesp deve assumir HB, diz deputado


O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) anunciou também, na tarde de ontem, que entre os dias 10 e 11 do próximo mês o governador estadual, Geraldo Alckmin, deve anunciar se a Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), ligada à Faculdade de Medicina da Unesp de Bauru, assumirá a administração do Hospital de Base (HB).

"Esse valor repassado (de R$ 1,6 milhão até o final deste mês) é provisório até a Unesp assumir. Faltam alguns pontos para acertar, mas entre os dias 10 e 11 o governador deve divulgar se esse acordo foi firmado. Tudo indica que a Famesp vai assumir o Hospital de Base e a maternidade (Santa Isabel)", revelou. A Famesp já gerencia o Hospital Estadual (HE) e, desde 2008, o Hospital Manoel de Abreu.

Recentemente, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde informou em nota ao Jornal da Cidade que a administração da Maternidade Santa Isabel será transferida para a Famesp até o final de junho.

No entanto, na ocasião o presidente da entidade, Pasqual Barretti, negou a informação, alegando que "não há a menor condição técnica" para que este prazo seja cumprido. Barretti argumentou que "assumir um hospital em funcionamento é algo complexo, que não pode ser feito às pressas".

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