Moradores do Núcleo Popular Ipiranga reivindicam o término da obra da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) no bairro, localizada nas esquinas das ruas José Miguel e Antonio Walderramas D?aro. Revoltados, eles apontam que a construção, há pelos menos um mês, está parada. O secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, explica que a empresa vencedora da licitação não conseguiu honrar o contrato e que medida já foram adotadas para sua substituição.
Conforme o JC já veiculou, a empresa responsável pela construção, a RCL Obras e Serviços Ltda, formalizou a desistência da obra. A partir disso, o caso será analisado pela Secretaria Municipal de Negócios Jurídicos. O valor estimado da construção é de R$ 1.789.030,88.
"Faz mais de um mês que as obras pararam. Nós contamos com a abertura da UPA para melhorar o atendimento de saúde aqui do bairro. A população daqui depende do posto de saúde da Vila Independência ou do Pronto-Socorro (PS) Central, onde se levam horas para conseguir atendimento", relata a moradora Zilda da Silva.
O prazo de entrega da nova entidade no Ipiranga já foi prorrogado, assim como de outras UPAs, sendo que a última data prevista para término da construção era março. "Ouvimos falar que talvez até agosto ficasse pronta, mas estamos observando que ainda há muito o que fazer", apontaram os moradores.
Frente ao atendimento básico precário da Saúde em Bauru, o grupo contou que procurou por unidades de saúde em outras cidades. "Eu fui há pouco tempo para Piratininga. Só assim para conseguir atendimento", disse Luiza do Ipiranga, que também precisou socorrer o filho em Botucatu. "Aqui não dá", salientou.
Já outra moradora, Lídia Chella, enfrentou fila no PS Central para fazer um curativo na mão, chegando a ficar sem almoço. "Eu cheguei às 7h e só fui atendida às 15h", comentou.