Internacional

G8 destaca crise na zona do euro; Rússia é chamada a mediar crise líbia


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Deauville - O G8 alertou ontem que as dívidas dos governos na Europa estão pressionando a economia mundial, mas o grupo se comprometeu em reunião na França a disponibilizar fundos para as novas democracias árabes.

Enquanto outro país árabe, Iêmen, parece se encaminhar para a guerra civil, líderes do G8 - as sete potências ocidentais mais a Rússia - pediram para que o presidente do país siga o exemplo dos líderes do Egito e Tunísia e renuncie.

Uma versão preliminar do relatório que vai ser divulgado no último dia do encontro hoje também censurou fortemente os líderes da Síria e da Líbia.

Já a Rússia divergiu dos seus parceiros ao sugerir a mediação entre as potencias ocidentais e Muammar Gaddafi.

As potencias do ocidente estão envolvidas em uma campanha com bombardeio de dois meses na Líbia e rejeitaram outra proposta de Trípoli para cessar fogo ontem. Eles reiteraram a exigência, ecoando pedidos dos rebeldes líbios, que Gaddafi precisa deixar o poder antes de qualquer trégua.

O anfitrião do encontro, o presidente Nicolas Sarkozy, apresentou a possibilidade que Gaddafi fique na Líbia: "Não estamos dizendo que Gaddafi precisa ser exilado, este não é o nosso problema," disse Sarkozy.

"Quando nós dizemos que ele deve sair, ele precisa deixar o poder e quanto mais rápido fizer isso, melhor para ele." Sobre o Iêmen, a anfitriã França disse que o presidente Saleh precisa acabar com o seu regime de 33 anos.

A cúpula também ecoou as demandas de outras grandes economias em desenvolvimento no mundo para maior influência sobre quem será o chefe do Fundo Monetário Internacional.


Strauss-Kahn


Sarkozy insistiu que a vaga, que ficou em aberto depois da saída do também francês Dominique Strauss-Kahn por conta da acusação de crimes sexuais, deve permanecer nas mãos da Europa já que a Grécia e outros países da União Europeia procuram o auxílio do FMI para pagar os seus débitos. A candidato da UE é a ministra das finanças de Sarkozy, Christine Lagarde.

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Decadência


Barcelona - Mário Soares, ex-presidente e ex-premiê de Portugal, disse ontem que a União Europeia está em decadência e alertou que as recentes manifestações no mundo árabe podem contaminar Espanha, Itália e Portugal.

As afirmações foram feitas na abertura da 23ª Conferência da Academia da Latinidade, organização da qual é vice-presidente e que visa o estudo das relações entre o Ocidente e o mundo islâmico. Segundo Soares, as lideranças atuais são medíocres e não podem ser comparadas a figuras históricas como François Mitterrand.

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