Política

Jornal argentino recebe prêmio por sua luta pela liberdade de imprensa


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Por causa da luta pela liberdade de imprensa, executivos do jornal argentino Clarín receberam ontem, em Brasília, o Prêmio ANJ (Associação Nacional de Jornais) de Liberdade de Imprensa. Recentemente, o diário enfrentou uma série de ataques de setores ligados ao governo da presidente Cristina Kirchner.

Um dos principais problemas ocorreu em março, quando o jornal não circulou num domingo. Organizados por uma central sindical e supostamente com a cumplicidade de setores do governo, piquetes iniciados na véspera impediram que a edição dominical fosse às ruas. Distribuída no dia seguinte, a edição tinha uma reportagem sobre a abertura de uma investigação para apurar suposto enriquecimento ilícito de um líder sindical. "Assim como o Clarín, o La Nación, outro bravo diário argentino, além de outros títulos, sofreram ações patrocinadas por setores ligados ao governo em represália ao bom jornalismo que fazem. Houve até boicote publicitário a outro jornal, Perfil, que precisou recorrer à Corte Suprema para obrigar o governo a incluí-lo na pauta publicitária do jornal argentino", disse ontem a presidente da ANJ, Judith Brito, que participou da solenidade, na sede do Supremo Tribunal Federal (STF).

O prêmio foi entregue ao presidente do grupo Clarín, Hector Magnetto, e o editor geral, Ricardo Kirschbaum, por filhos do jornalista Sidnei Basile, que faleceu recentemente e foi vice-presidente do comitê de liberdade de expressão da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).

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