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Continua retirada de embarcação


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Brasília - O Corpo de Bombeiros paralisou anteontem a retirada da embarcação que afundou no lago Paranoá, em Brasília (DF), no último dia 22. Nove pessoas morreram no naufrágio. Segundo o coronel Marco Negrão, responsável pela operação, os bombeiros conseguiram mover a embarcação por cem metros - ela está agora a apenas 70 metros da margem do lago, e mais da metade já está acima da superfície.

A expectativa do Corpo de Bombeiros é levar o barco o mais próximo possível da margem e então utilizar guindastes para retirá-lo da água. Agora, eles tentam diminuir o peso quebrando janelas e retirando objetos.

Isso foi necessário porque os dois balões de flutuação - utilizados para içar o navio, mas que foram danificados por uma lancha que bateu contra o barco na noite de sexta-feira - não foram capazes de fazê-lo emergir totalmente.

Os trabalhos de retirada do barco continuarão a partir das 8h de hoje. A retirada do barco do fundo do lago é fundamental para as investigações da Polícia Civil, que terá o apoio da Marinha para descobrir as possíveis causas do acidente. A superlotação é uma das hipóteses que estão sendo investigadas.

Ao todo, nove pessoas morreram em decorrência do naufrágio. A última vítima retirada do lago Paranoá, o garçom Hadnilton José de Oliveira, 31 anos, foi achada na quarta-feira.

O "Imagination" havia partido de um clube e passava por outros recolhendo passageiros para uma festa. Ele enfrentou problemas quando passava próximo da ponte Juscelino Kubitschek.

De acordo com o relato de sobreviventes, o barco virou após uma lancha passar muito perto e provocar ondulações, mas as circunstâncias do acidente ainda estão sendo investigadas.

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