Sob a pressão de uma nova leva de deserções, o líder líbio Muammar Gaddafi renovou um pedido de cessar-fogo em conversas com um mediador africano, mas não deu sinais de que acatará as exigências ocidentais para que renuncie.
O mediador, o presidente sul-africano Jacob Zuma, disse após uma visita relâmpago na segunda-feira que Gaddafi deseja um cessar-fogo, incluindo o fim dos bombardeios da Otan - termos já rejeitados no mês passado após uma primeira mediação de Zuma.
Zuma acrescentou, sem elaborar: "Discutimos a necessidade de dar ao povo líbio a oportunidade de resolver seus problemas por conta própria."
Horas após sua partida, a TV líbia relatou que uma aeronave da Otan havia retomado os ataques, atingindo o que disse serem instalações civis e militares no assentamento de Al Jufrah, no deserto, 460 km a sudeste de Trípoli.