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UFRJ conclui estudo sobre novo sensor de velocidade para aviões

Da redação JCNet
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Após um ano de trabalho, a Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) concluiu hoje estudo sobre o funcionamento de sensores de velocidade aeronáuticos tradicionais.

Os pesquisadores estão propondo um projeto que resultará em novas concepções de sensores de velocidade, conhecidos como tubos de Pitot, visando a oferecer opções à indústria interessada em desenvolver sensores a serem usados pelas aeronaves, disse o professor Renato Cotta à Agência Brasil.

Ele avaliou que os sensores usados nos aviões não devem ser absolutamente idênticos, isto é, baseados no mesmo princípio, como ocorreu no caso do voo AF 447. Nesse voo, morreu a filha de Cotta, Bianca, que havia casado no dia anterior com Carlos Eduardo Melo e estava em viagem de lua de mel.

O estudo objetiva permitir ao Brasil desenvolver sensores resistentes a temperaturas extremas, que impeçam a repetição da tragédia como a do voo AF 447, que causou a morte de 228 pessoas. "A ideia é prover uma infraestrutura que o Brasil não tem, de um túnel de vento para formação de gelo, para que a gente possa estudar situações atmosféricas onde ocorrem formação de gelo em sensores. Hoje, o Brasil não tem uma instalação desse tipo", disse Cotta.

Para dar prosseguimento às pesquisas, entretanto, os pesquisadores da Coppe necessitam de investimentos da ordem de R$ 3 milhões, que deverão ser buscados nas agências de fomento. "Como é um investimento de pesquisa e desenvolvimento, a gente deve buscar o caminho das agências de fomento, até ter a concepção de um sensor de velocidade alternativo e aí, sim, tentar despertar o interesse da iniciava privada para investir na sua industrialização", disse.

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