O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, sobreviveu nesta quinta-feira a um voto de desconfiança propondo renunciar assim que o pior da crise nuclear tenha passado, um esforço de última hora bem sucedido que esfriou uma revolta fervilhante em seu partido.
A oferta de renúncia de Kan, provavelmente em meados do segundo semestre, lhe dá tempo para preparar um orçamento adicional para custear a reconstrução do terremoto seguido de tsunami de 11 de março, mas é pouco para solucionar a paralisia política duradoura do país.
Graças à manobra de Kan, a moção de desconfiança no Parlamento - conduzida pela oposição pela maneira como ele lidou com a maior crise do Japão desde a Segunda Guerra Mundial - foi derrotada facilmente por 293 a 152 votos.