Vinte e dois anos após a sangrenta repressão a protestos pró-democracia na China, pelo menos cinco pessoas continuam presas por tomarem parte da manifestação.
Para o Partido Comunista chinês, as manifestações de 1989 que congestionaram a Praça da Paz Celestial, em Pequim, e se espalharam por outras cidades continua um tabu, ainda mais este ano, quando o governo lançou uma campanha para sufocar a dissidência após os levantes em diversos países árabes.
O aniversário da supressão do movimento estudantil cai no sábado, e três homens que se juntaram aos protestos, Jiang Yaqun, de 75 anos, Miao Deshun, de 48, e Yang Pu, de 47, permanecem na prisão de Yanqing, em Pequim, onde detentos doentes são mantidos.
Dois outros - Chang Jingqiang, 43 anos, e Li Yujun, 48 - estão detidos em outra prisão da capital.
Eles estavam entre o milhão de estudantes e trabalhadores que se reuniram nas ruas de Pequim em 1989 para se somar às manifestações pró-democracia, que terminaram antes da manhã de 4 de junho quando tanques entraram na Praça da Paz Celestial.