Um tribunal egípcio condenou à revelia neste sábado o ex-ministro das Finanças Youssef Boutros-Ghali a 30 anos de cadeia por explorar e abusar dos ativos estatais e privados, disse uma fonte judicial.
Boutros-Ghali, visto no Egito com um rosto público de um governo que se enriqueceu à custa dos mais pobres, deixou o cargo no fim de janeiro e fugiu para o exterior, dias após o surgimento de protestos de massa contra o presidente Hosni Mubarak, que mais tarde foi derrubado.
O ex-ministro também renunciou, no início de fevereiro, como chefe do principal painel de direções políticas do FMI (Fundo Monetário Internacional). A imprensa egípcia informou que Boutros-Ghali está na capital libanesa, Beirute.