Bauru tem menos um exemplar de sibipiruna no Centro da cidade. A árvore com mais de 15 metros foi cortada ontem, Dia Mundial do Meio Ambiente, pelo risco de desabar. Se a intervenção não fosse feita, uma eventual queda poderia atingir pedestres, carros, fiação e imóveis na quadra 8 da rua Cussy Júnior, entre as rua Virgílio Malta e Treze de Maio.
O corte foi solicitado pelos moradores do Residencial São Judas Tadeu. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) constatou que a árvore estava condenada, infestada por cupins e tomada por fungos.
O processo de extração da sibipiruna foi publicado no Diário Oficial de Bauru na edição do último dia 14.
Leitores do JC ligaram ontem para a redação indignados com a derrubada da espécie. Porém, a autorização de corte pela Semma já prevê o plantio de outra árvore no lugar, mais adequada à área urbana.
Conforme o JC veiculou na edição de ontem, no ?ranking? divulgado pela Semma, a sibipiruna galgou a primeira colocação dentre as árvores mais derrubadas com autorização, neste ano. Só em 2011, foram 101 exemplares suprimidos. Em seguida, vêm o ficus, a canelinha, o chapéu de sol, a monguba e o oiti.
Apenas nos primeiros cinco meses do ano, as calçadas de Bauru perderam 429 árvores. É como se quase um Bosque da Comunidade inteiro, que possui cerca de 500 plantas, tivesse desaparecido da cidade entre 1.º de janeiro e 31 de maio. Os números, entretanto, consideram somente as espécies abatidas com autorização da secretaria. A situação é ainda mais preocupante quando não há autorização para o corte e não se sabe o número real.
O volume de árvores derrubadas irregularmente, embora não possa ser calculado, pode ser ainda maior do que as abarcadas pelas estatísticas oficiais, já que a prefeitura não possui equipe específica para realizar a devida fiscalização. Mesmo assim, quando saem às ruas para desempenhar outras funções, os três técnicos da Semma detectam ao menos duas infrações desta natureza por semana.