Regional

Botucatu deve definir número de vereadores antes do recesso de julho

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 4 min

Botucatu ? Os vereadores de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) têm planos de votar antes do recesso de julho a fixação do número de vereadores para a próxima legislatura. Atualmente, a Casa é composta de 11 parlamentares, mas pela faixa populacional pode fixar em até 19. Isso significaria aumento de oito vagas. Embora não tenha uma data fixa, o presidente da Câmara, André Rogério Barbosa, o Curumim (PSDB), afirma que até o final do semestre a mesa diretora vai enviar ao plenário o projeto de lei para mudar a Lei Orgânica (LOM), que só vai valer a partir da legislatura de 2013.

O número de parlamentares é um assunto controverso em Botucatu, assim como nas demais cidades do País, desde a Emenda Constitucional nº 58, de 23 de setembro de 2009, que voltou atrás e propôs uma recomposição das Casas de Leis. Na região, dos municípios com mais de 100 mil habitantes, só Jaú já fixou 17 cadeiras no início deste ano.

Em Bauru, o assunto está sendo discutido com possibilidade de fechar em 17, mas a lei permite até 23 e Botucatu já se debate internamente nos partidos políticos qual a quantidade apropriada. A Executiva Municipal do PT expediu nota indicando ser favorável a 11 vereadores.

O presidente da Câmara admite que está ouvindo os partidos no momento. O assunto divide opiniões. Há proposta de 15, 17 e 19. Os tucanos também pretendem definir partidariamente o número de parlamentares para servir de referência à bancada no Legislativo. "Quem vai bater o martelo é o partido. Até para respaldar a bancada composta de três vereadores", diz o presidente do Legislativo.

Antes da alteração na legislação, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cortou o número de cadeiras em todo o País, Botucatu tinha17 vereadores. Nas duas últimas legislaturas foram seis vagas a menos para um população de 127.370 habitantes, conforme o último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Atualmente, a Câmara custa ao ano R$ 3 milhões, mas pode gastar 6% do orçamento, mas o percentual de despesa não ultrapassa 3%. Cerca de R$ 284 mil são repassados todo mês para cobrir salários de 11 vereadores, 25 funcionários (três comissionados) e as despesas de manutenção. No final do ano cerca de R$ 600 mil são devolvidos à prefeitura.

O salário dos vereadores está fixado em R$ 3,5 mil e R$ 4,5 mil para o presidente do Legislativo. "É uma das Câmaras mais enxutas do Estado", diz Luiz Aurélio Pagani, o Lelo (PT).

O número de parlamentares da atual legislatura é um dos menores se comparado com 1985, quando havia 15 e, depois, subiu para 17, mas nos últimos oito anos caiu para 11.

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Jaú definiu 17 cadeiras em fevereiro


Sob argumento de que população será melhor representada com aumento de parlamentares, a Câmara de Jaú (47 quilômetros de Bauru) não discutiu muito o projeto de emenda à Lei Orgânica do Município (LOM) que aumentou de 11 para 17 o número de cadeiras no Legislativo. A mudança, válida a partir de 2013, irá resultar em acréscimo anual, em média, de R$ 488 mil ao orçamento da Casa de Leis, se levado em conta apenas os gastos com os salários dos novos vereadores e assessores.

O aumento do número de parlamentares, por ser uma emenda à LOM precisou de duas votações, mas o tema não atraiu vereadores à tribuna da Casa. A nova composição leva em conta a quantidade de moradores da cidade divulgada no último censo populacional realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que foi de 131 mil habitantes.

Jaú, que se enquadra no grupo de municípios com mais de 120 mil e menos de 160 mil habitantes, poderia ter até 19 vereadores, mas optou por 17.

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Para mudar são necessários oito votos


A demora do projeto de lei de emenda à Lei Orgânica dar entrada na Casa ocorre devido ao número de votos mínimo para aprovar a alteração. São necessários 8 dos 11 votos. "Vai ter que mudar a Lei Orgânica e a Lei Orçamentária do ano de 2013. É preciso ter uma amarração antes de levar a plenário para votar", alerta o presidente do Legislativo, André Rogério Barbosa, o Curumim (PSDB).

O tucano garante que, por ele, já teria votado o projeto, mas depende das conversações com as demais bancadas.

Em 2012 é ano eleitoral, período difícil para ser discutido um assunto não muito popular. "Quando mais demora é pior. Sinceramente, desde 1985 o número de vereadores era 15. Acho que aumentaria a representativa na cidade se ficar além de 11. Se a lei abre essa possibilidade, devemos votar, mas acho que tem que ser bem explicado à população o motivo de fixar o número de cadeiras diferente da atual composição", afirma o presidente da Câmara.

Curumim admite que o teto (número máximo de 19 cadeiras) dificilmente passa na Casa.

A Executiva do PT defende 11, mas o vereador Luiz Lelo Pagani (PT) admite que não é questão fechada na legenda. "Se o partido fechar questão a bancada vai votar para que seja 11, mas se for liberada vamos ver como cada um pensa", afirma.

Para Lelo, o teto (19 vereadores) é excessivo. "Um aumento pequeno é salutar à democracia para que o Legislativo tenha opiniões diferentes e mais representantes de outras partes da cidade", ressalta.

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