Política

Sindicato protesta contra substituição das horas extras por plantões no PS


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O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) protestou ontem contra a substituição do pagamento de horas extras por plantões no Pronto-Socorro. A medida havia sido anunciada pela Secretaria Municipal de Saúde ainda durante a negociação do projeto de lei que dobrou a remuneração do plantão de R$ 600,00 para R$ 1.200,00.

Mas a entidade se posiciona contrária. Ontem, em nota distribuída à imprensa, o Sinserm reclama que em circular afixada no Pronto-Socorro Central, os servidores que lá trabalham foram informados pela direção que a partir de 1º de maio não mais receberiam qualquer hora-extra, e que as prorrogações de jornada somente se darão como plantões extras de 6h ou 12h consecutivas além da jornada normal, obrigando os servidores a "optar" por tais plantões.

"Ao invés de admitir servidores para suprir a demanda de serviço e acabar com a necessidade de realização de horas ou plantões extras nos Pronto-Socorros, a Secretaria de Saúde adota uma medida que praticamente "escraviza" os servidores, que em alguns casos poderão chegar a absurdas 18 horas de trabalho diárias, sem que recebam qualquer adicional próprio de hora extraordinária, já que os plantões extras são remunerados a menor", reclama a entidade.

O Sinserm diz que "não permitirá que a Secretaria de Saúde leve adiante esta medida irresponsável, desumana e que contraria a obrigação legal de qualquer empregador pagar hora-extra quando seu funcionário trabalha além da jornada. Estamos convocando a categoria da Saúde para uma reunião para tratarmos do assunto e demais problemas que afetam os servidores e a população de Bauru", informa a nota.

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