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Seleção Brasileira: Mano ainda procura rumo no comando


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Mano Menezes se aproxima da primeira competição pela Seleção Brasileira, a Copa América, sob desconfiança. Comanda a equipe há quase um ano e ela não deslancha. Apresenta um futebol desconexo e pouco objetivo, sem nenhum atrativo. O treinador diz ainda estar preparando o time e se irrita com as vaias recebidas nos últimos amistosos no Brasil. "A torcida precisa entender que estamos buscando um caminho", reclama. No entanto, está difícil achar a rota.

A Seleção de Mano caracteriza-se pela prudência. Em algumas ocasiões, ele escalou três volantes - embora tenha mandado a campo três atacantes. Em outras, optou por meias que não têm exatamente vocação ofensiva, casos de Elano e Elias. Reflexo disso é que, se a Seleção demonstra consciência defensiva, ofensivamente não agrada. Em oito jogos, foram apenas dez gols, nenhum contra rivais de ponta - a equipe perdeu de Argentina e França por 1 a 0 e ficou no 0 a 0 com a Holanda.

O treinador promete que, na Copa América, a Seleção será diferente, mais ousada e agradável de se ver. Argumenta que terá tempo para treinar - os 22 convocados, anunciados já na madrugada desta quarta-feira, se reúnem no dia 20 de junho e a estreia será em 3 de julho, contra a Venezuela. "É diferente a preparação para um jogo amistoso da de uma partida oficial", explica.

Mano Menezes, ao formar o grupo para ir à Argentina, optou por mesclar jogadores experientes com novatos talentosos. "Vamos ter ao lado dos jovens sempre alguém com bagagem de Seleção", justificou. Para ele, esse equilíbrio é fundamental em competições curtas como a continental. Após as vaias nas duas apresentações da Seleção no País sobre suas ordens, Mano considera positivo voltar a jogar fora de casa, ainda que seja na Argentina. Mas já percebeu que o time precisa andar. Do contrário, não terá sucesso na sua cruzada para "educar a torcida".

Ataque improdutivo


De acordo com o treinador, o excesso de preciosismo de seus homens de frente é o principal ponto a ser ajeitado. "Estamos pecando um pouquinho, querendo chapar na hora de bater mais forte", disse Mano, cobrando mais objetividade dos jogadores. "O time tem de saber que o mais importante é colocar a bola lá dentro (do gol)."

Ele não se conforma com o alto número de gols desperdiçados diante da Holanda (0 a 0), no último sábado, e contra a Romênia (1 a 0), na noite de terça-feira. Fred, Neymar, Robinho, Nilmar e até o aposentado Ronaldo desperdiçaram oportunidades incríveis e a chance de a Seleção sair com goleada do Pacaembu diante dos romenos.

"Pela ânsia de fazer o melhor", diagnosticou Mano Menezes, ao justificar os erros de finalização da Seleção Brasileira diante da Romênia. "Todos sabem fazer gol. O Neymar vive fase boa, o Fred é goleador, o Robinho todos conhecem. A equipe está com chegada forte de trás, falta ajustar mais na hora de concluir", resignou-se. O que fazer? "Falta o apuro final. Não precisar olhar, já tem de saber onde está o companheiro. E isso requer mais treinamento", explicou Mano Menezes, confiante de que o tempo de preparação será suficiente para deixar a Seleção em melhores condições antes da estreia na Copa América.

Mesmo porque, o Brasil entra na Copa América com a obrigação de estar entre as primeiras colocadas. Ao lado da anfitriã Argentina, a Seleção Brasileira conta com os mais renomados jogadores. Dessa maneira, não estar na decisão do dia 24 de julho seria uma enorme decepção. Mano Menezes sabe disso, apesar de tentar diminuir o impacto de possível vexame. "A Seleção já ganhou e já perdeu a Copa América. Mas lá, com certeza, vamos estar bem melhores", prometeu.

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