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Selic sobe e Brasil mantém o maior juro real do mundo


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São Paulo - A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), ontem, de elevar a taxa básica de juros do País em 0,25 ponto percentual, para 12,25% ao ano, fez com que o Brasil mantivesse a liderança do ranking dos países com maiores juros reais do planeta.

O Brasil ocupa a primeira posição do ranking desde janeiro de 2010, quando ultrapassou o segundo colocado à época, a Indonésia, após a quarta manutenção consecutiva da Selic.

Com a alta, os juros reais foram a 6,8% ao ano. Na segunda posição aparece o Chile, com taxa real de 1,5%, mais de quatro vezes menor que a taxa brasileira. Na terceira posição está a Austrália, com 1,4%. O ranking é elaborado por Jason Vieira, analista internacional do Cruzeiro do Sul, e Thiago Davino, gerente financeiro da Weisul Agrícola, com 40 das maiores economias do planeta.

Da taxa básica, foi descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses.

De acordo com os analistas, a inflação de commodities alterou algumas projeções de inflação pelo mundo, principalmente nas economias emergentes, o que alterou diversas projeções de índices de preços e consequentemente, algumas colocações no ranking.

Além disso, os analistas dizem que o aumento da inflação e a perspectiva de continuidade de crescimento econômica podem levar a novas altas na taxa de juros brasileira.

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