A Itália condenou nesta quinta-feira a decisão do Supremo Tribunal Federal de negar a extradição do ex-ativista de esquerda Cesare Battisti, afirmando que a medida "lamentável" viola os tratados internacionais e humilha vítimas de terrorismo no país.
O governo do país europeu afirmou que levará o caso ao Tribunal de Justiça de Haia.
Em um julgamento que era amplamente aguardado na Itália, o STF manteve, na noite quarta-feira, a decisão tomada no ano passado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a extradição de Battisti, e ordenou a soltura imediata do italiano.
Imagens da TV mostraram Battisti deixando o presídio da Papuda, em Brasília, em um carro no início da madrugada desta quinta-feira, horas depois da decisão do Supremo.
O presidente italiano, Giorgio Napolitano, que raramente se envolve em questões internacionais, publicou um comunicado com palavras ríspidas condenando a decisão do STF, que foi considerada por ele como uma "grave ferida" nas relações com o Brasil. Napolitano acrescentou que apoia todas as medidas para levar Battisti à Justiça italiana.