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Recuperação custará R$ 145 milhões

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Conforme aponta o "Atlas Regional", a recuperação da mata ciliar degradada nas bacias hidrográficas dos rios Tietê/Batalha e Tietê/Jacaré só será possível com um investimento de R$ 145,659 milhões. Os recursos seriam suficientes para reflorestar 54,63% das margens dos 150 rios analisados, o equivalente a quase 18 mil hectares que foram considerados recuperáveis pelo estudo.

Atualmente, são espaços ocupados de maneira irregular por atividades agrícolas, edificações isoladas, pastagens, areia, solo exposto e o chamado campo sujo. Este último, caracterizado por trechos abandonados por proprietários de terras para fins de preservação - mas que ainda não foram recuperados -, representa quase um terço da área de matas ciliares que deveria ter sido protegida.

E, como o nível de conflito a ser enfrentado para a retomada destes corredores é considerado pequeno, estas áreas são tidas como prioritárias para receber projetos futuros de reflorestamento dentro dos próximos 10 anos.


Proibições


"São locais que deixaram de ser explorados economicamente pela própria proibição legal. Ainda que tenham capacidade para se regenerar, o ideal é que haja intervenção de organizações não-governamentais (ONGs) ou de empresas para serem recuperados", aponta o coordenador de projetos do Instituto Ambiental Vidágua, Clodoaldo Gazzetta.

Segundo ele, se todos os campos sujos forem reflorestados, as mata ciliares preservadas ou em processo de regeneração somará 69% das margens dos 150 rios estudados. "É um dado animador", completa.

Já as zonas de maior conflito, já loteadas - mas não ocupadas - ou onde são mantidas atividades agropecuárias, devem ser retomadas em até 20 anos. De acordo com Gazzetta, a intenção é que os empresários ou produtores, assim que forem notificados da irregularidade, colaborem voluntariamente para a recuperação das Áreas de Preservação Permanente (APPs). Caso contrário, o Ministério Público poderá ser acionado e terá o estudo em mãos para exigir judicialmente uma contrapartida dos infratores.

"É o que já foi feito no Vale do Ribeira, onde foi firmada uma série de parcerias entre ONGs, proprietários e prefeituras. O mesmo mapeamento foi feito lá e já temos resultados, com 122 hectares recuperados na região", pontua o coordenador.

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