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Mudança na equipe política é ?recado explícito? de Dilma Rousseff ao PT

Folhapress
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Brasília - Depois da demissão, na terça-feira, do ministro Antonio Palocci da Casa Civil, a presidente Dilma Rousseff fechou a semana completando a nova equipe de articulação política e enfrentando a bancada do PT na Câmara. Contra a vontade do partido, a presidente nomeou a ex-senadora Ideli Salvatti (PT-SC) para a Secretaria de Relações Institucionais e deu um destino surpreendente para Luiz Sérgio (PT-RJ), o alvo da fritura dos colegas nos últimos dias. Apesar de se dizer sem condições de continuar no governo, Dilma impôs a transferência de Luiz Sérgio das Relações Institucionais para o Ministério da Pesca - onde estava Ideli.

Assessores de Dilma disseram ontem que a montagem da nova equipe política foi um "recado explícito" ao PT, mostrando que ela "não aceita prato feito".

A presidente considerou "desrespeitoso" o comportamento de deputados do partido ao atacar o deputado Luiz Sérgio e tentar impor o nome de Cândido Vacarezza (PT-SP) para as Relações Institucionais. Além das manobras em cima dos petistas, Dilma cooptou previamente o PMDB escolhendo o deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS) para o cargo de líder do governo no Congresso.

A nomeação do novo ministro da Pesca teve, segundo resumo feito por um interlocutor da presidente, várias serventias políticas: 1) ajudou a castigar o PT; 2) serviu de prêmio de consolação para Luiz Sérgio; 3) e poupou o ministro de regressar à Câmara, onde estão os colegas de partido que provocaram seu desgaste no governo e de voltar a ser apenas um de 513 deputados. "Ele continuará sendo um dos 38 ministros e a presidente ressaltou que "não iria largá-lo em um mar de constrangimento", disse o interlocutor.

Dilma repudiou avaliações dos deputados do partido, apostando que Ideli cairá em poucos meses. A presidente espera que a forma como agiu para abafar a crise tenha um "efeito pedagógico" e funcione como um "aviso aos navegantes": ela não aceita tutela ou imposições do PT.

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